TV

Nova novela das seis da Globo, “A Nobreza do Amor”, liga a África ao Nordeste

sábado, 14 de março de 2026
por Alice Arruda

“A Nobreza do Amor” estreia na próxima segunda-feira (16) na TV Globo como a nova novela das 18h, substituindo Êta Mundo Melhor. A trama conecta um reino africano fictício ao interior do Rio Grande do Norte, em uma história marcada por disputas de poder, identidade e laços que atravessam o Atlântico.

Duda Santos e Ronald Sotto são o casal protagonista de "A Nobreza do Amor". Foto: Reprodução/TV Globo.

Duda Santos e Ronald Sotto são o casal protagonista de “A Nobreza do Amor”. Foto: Reprodução/TV Globo.

Criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., “A Nobreza do Amor” tem direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly. De um lado está Batanga, antiga colônia portuguesa situada na costa ocidental da África, onde intrigas políticas e ambições pessoais ameaçam a estabilidade do reino. Do outro, surge Barro Preto, cidade fictícia do interior do Rio Grande do Norte, onde o encontro entre litoral e sertão compõe um retrato simbólico das contradições e da diversidade cultural brasileira.

O enredo ganha impulso a partir de um golpe de Estado que abala o reino de Batanga. Movido pela sede de poder, Jendal, vilão interpretado por Lázaro Ramos, trai o monarca Cayman II, vivido por Welket Bungué, e assume o controle do trono ao perceber que sua estratégia para chegar ao poder estava prestes a fracassar. Entre os planos que desmoronam estavam o casamento arranjado com a princesa Alika, personagem de Duda Santos, e um acordo firmado com investidores ingleses para a exploração das reservas de tungstênio do reino.

Com a tomada de poder, o rei e seus familiares passam a ser alvo do novo governo e se veem obrigados a deixar o reino às pressas. Ferido durante a fuga, Cayman II confia à rainha Niara, interpretada por Erika Januza, e à princesa Alika a única rota de segurança que ainda lhes resta: partir para o Brasil. O destino é Barro Preto, onde reside Zambi, também conhecido como José, papel de Bukassa Kabengele, irmão do soberano deposto. Anos antes, ele renunciou ao direito ao trono para construir uma vida longe da realeza ao lado da brasileira Teresa, personagem de Ana Cecília Costa.

É em solo brasileiro que a trama assume novos contornos. Em Barro Preto, a princesa Alika cruza o caminho de Tonho, personagem de Ronald Sotto. Movidos pelo compromisso que cada um carrega com sua comunidade, os dois criam uma ligação imediata, que evolui da afinidade para o despertar de um sentimento inédito em suas vidas. A relação amorosa entre eles passa a representar, dentro da narrativa, a ponte afetiva e cultural que aproxima Brasil e África.

Apesar do encontro que aproxima seus destinos, a vida do casal protagonista estará longe de ser tranquila. Em Barro Preto, onde passa a viver sob a identidade de Lúcia, Alika tenta reconstruir a própria vida longe das ameaças do passado. No entanto, ela e Tonho enfrentarão uma série de obstáculos que colocam à prova o sentimento que começa a surgir entre eles. Entre os principais entraves estão os vilões Mirinho, interpretado por Nicolas Prattes, e Virgínia, personagem de Theresa Fonseca. Ambiciosos e herdeiros das duas famílias mais influentes da cidade, os Bonafé e os Almeida Borges, os dois agem para interferir no destino dos protagonistas.

A atmosfera da trama também se reflete na abertura da novela, que traz como tema a canção “Zumbi”, de Jorge Ben Jor. A faixa integra o aclamado álbum “A Tábua de Esmeralda” e reforça, com sua carga histórica e simbólica, o diálogo da narrativa com as raízes afro-brasileiras.

Entre disputas políticas e paixões inesperadas, “A Nobreza do Amor” constrói uma narrativa que conecta continentes e culturas. Ao entrelaçar destinos separados pelo Atlântico, a novela promete explorar temas como identidade, pertencimento e afeto, mostrando que laços históricos e emocionais podem atravessar qualquer fronteira.

Você também vai querer ver
voltar