J Balvin e Ryan Castro lançam “Omerta”, álbum colaborativo
J Balvin e Ryan Castro lançaram, nesta quinta-feira (7), o álbum colaborativo “Omerta”. Com 10 faixas e 31 minutos de duração, o projeto figura entre os lançamentos de maior destaque do cenário latino em 2026 e une duas gerações de artistas que compartilham raízes em Medellín e trajetórias marcadas pela expansão global da música urbana colombiana.

Capa oficial do álbum “Omerta”. Imagem: Divulgação.
O título carrega uma simbologia própria. “Omerta”, termo associado ao código de silêncio da máfia italiana e também nome de um romance de Mario Puzo, autor de “O Poderoso Chefão”, foi ressignificado pelos artistas como uma homenagem a Medellín. No universo criado por J Balvin e Ryan Castro, a palavra passa a representar lealdade, respeito e o senso de família que atravessa o disco. “É como selar nossa irmandade musical e pessoal”, disse Balvin à Billboard. “Nesta carreira, isso permite que você cresça sem ego, compartilhe visões e abra caminho, além de te tirar da zona de conforto para criar algo diferente.”
Para Ryan Castro, o encontro tem peso especial. “J Balvin é muito seletivo na hora de escolher seus artistas favoritos, seus amigos, seu círculo íntimo”, afirmou. “Sinto que ele viu algo muito especial em mim, viu meu talento original. Admiro muito o trabalho dele, e poder dizer que, na minha carreira e na minha trajetória, tenho um álbum com ele é um sonho realizado.”
Musicalmente, “Omerta” explora diferentes vertentes do urbano latino. Singles lançados anteriormente, como “Tonto” e “Pal Agua”, dão o tom do disco, que combina o reggaeton progressivo de J Balvin com as influências de dancehall e reggae que marcam o repertório de Ryan Castro. Essa fusão aparece com nitidez em faixas como “Una A La Vez”, “Medetown”, “Dalmation” e “Viernes”.
O projeto também abre espaço para outras sonoridades. Em “GWA”, os colombianos mergulham no trap ao lado de Eladio Carrión. Já “Melo” flerta com o pop urbano, o afrohouse e o reggaeton alternativo, trazendo referências ao jogador LaMelo Ball, do Charlotte Hornets. Para Balvin, a faixa ocupa um lugar especial. “porque é fora do comum. Tem uma energia inesperada; juntamos coisas que normalmente não combinam e, no final, soa muito como nós, evoluindo sem medo”, disse.
“Unimos dois mundos: eu tenho muitas raízes caribenhas e insulares no meu DNA, e ele vive mais na cidade, em Nova York”, explicou Castro. “Culturalmente, temos gostos musicais muito parecidos, e acho que tivemos muitas ideias que ambos gostamos muito. Juntar esses dois mundos foi realmente incrível.”
A faixa-título encerra o álbum em tom mais introspectivo. Produzida pelo colombiano SOG, a canção traz reflexões sobre disciplina, pressão da indústria e permanência dentro do gênero urbano.
Segundo Balvin, o projeto surgiu de forma espontânea. “Tudo começou sem planejamento”, contou. “Estávamos no estúdio, rindo e fazendo música sem pressão, e a vibe simplesmente surgiu por si só. Foi aí que percebemos que havia algo especial ali, e quando olhamos para trás, já tínhamos um projeto sem nem mesmo nos darmos conta.”
Castro reforçou o caráter despretensioso da parceria. “Além da amizade e do respeito que temos um pelo outro, somos uma família. Não foi concebido com uma perspectiva comercial; fizemos isso por diversão e para estarmos de bom humor.”
Além da música, “Omerta” também foi concebido como um projeto audiovisual. A narrativa do álbum é contada por meio de videoclipes inspirados por clássicos do cinema como “O Poderoso Chefão”, “Scarface” e “Pulp Fiction: Tempo de Violência”, além de referências a videoclipes de Michael Jackson. As produções também ganharam exibição especial em salas de cinema da Colômbia entre os dias 7 e 9 de maio.
O álbum reforça o protagonismo de Medellín na música urbana latina e evidencia como J Balvin e Ryan Castro ampliam o alcance da música urbana colombiana no cenário latino atual.
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