Dulce María lamenta atraso de projetos inéditos do RBD
Dois anos após o fim da “Soy Rebelde Tour”, os materiais produzidos para a reunião do RBD seguem sem previsão de lançamento. Em entrevista recente, Dulce María reconheceu a frustração dos fãs e afirmou que também gostaria de ver esses projetos finalmente chegarem ao público.

Dulce María em imagem compartilhada em suas redes sociais. Foto: Reprodução/Instagram (@dulcemaria).
A eterna Roberta Pardo falou sobre o assunto durante participação no programa mexicano Ventaneando, onde acompanhava a apresentação do livro “Kana y la Herencia Oculta”, escrito por seu marido, o produtor e diretor Paco Álvarez.
“Todos os dias eu me lembro dos fãs, tanto dos meus guerreiros quanto de toda essa gente linda que acompanhou o RBD e nos deu tantas alegrias”, afirmou Dulce María. “Infelizmente, existem coisas que ficam travadas.”
Sem revelar uma previsão para os lançamentos, a cantora indicou que o impasse ainda está relacionado às questões jurídicas e administrativas surgidas após a turnê de reencontro.
Em 2023, o RBD voltou aos palcos com Anahí, Dulce María, Maite Perroni, Christian Chávez e Christopher Uckermann. Único integrante da formação original ausente, Alfonso Herrera não participou da turnê.
Durante a reunião, o grupo lançou apenas as faixas inéditas “Cerquita de Ti” e “S.H.E.A.”. Outros projetos desenvolvidos para essa nova fase, no entanto, nunca chegaram oficialmente ao público. Segundo Dulce María, o material ainda aguardado pelos fãs inclui novas canções, um documentário e um registro audiovisual da “Soy Rebelde Tour”.
A expectativa é especialmente grande entre os fãs brasileiros. As apresentações da “Soy Rebelde Tour” em São Paulo foram registradas profissionalmente, e o grupo chegou a demonstrar interesse em transformar parte desse material em lançamentos audiovisuais.
Os planos para esses lançamentos acabaram sendo interrompidos quando a administração da “Soy Rebelde Tour” passou a ser alvo de uma disputa envolvendo o então empresário Guillermo Rosas.
Em 2024, o RBD anunciou que os projetos do grupo permaneceriam suspensos enquanto avançavam as apurações sobre a administração da turnê. A decisão foi tomada após uma auditoria identificar inconsistências nas contas. Guillermo Rosas negou as acusações.
Meses depois, em outubro de 2024, o impasse foi solucionado por meio de um acordo. Conforme divulgado, a empresa de Guillermo Rosas aceitou receber US$ 4,7 milhões, montante inferior aos cerca de US$ 10 milhões reivindicados inicialmente pelos serviços prestados durante a turnê.
Apesar da resolução do impasse financeiro, os materiais produzidos durante a reunião do grupo continuam sem previsão de lançamento.
Durante a entrevista, Dulce María também comentou a situação da empresa responsável pela administração da “Soy Rebelde Tour”. A cantora disse que desconhece se a estrutura continua ativa.
“Não tenho ideia disso. A verdade é que não sei se já foi encerrada ou não”, explicou. Segundo a artista, a empresa foi criada especificamente para a turnê e ainda existem questões legais pendentes.
Embora o acordo tenha colocado um ponto final na disputa financeira, outros entraves permanecem. Segundo o Latin Pop Brasil, os contratos conjuntos de licenciamento de imagem expiraram e os registros de marcas e patentes do grupo não foram renovados no México e nos Estados Unidos. Esse cenário dificulta, ao menos por enquanto, a retomada de projetos envolvendo o quinteto, como campanhas publicitárias, lançamentos musicais e produtos oficiais.
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