Armys e Blinks deixam rivalidade de lado e se unem em mobilização política no 2º turno

quarta-feira, 7 de outubro de 2026
por Kaique Wendel

Não é de hoje que os fandoms do BTS e do BLACKPINK protagonizam discussões e rivalidades nas redes sociais por conta de seus artistas favoritos dentro do K-pop. No entanto, diante do atual cenário político brasileiro, integrantes das duas comunidades vêm deixando as diferenças de lado para se mobilizar em torno do segundo turno das eleições de 2026.

BTS e Blackpink imagem/divulgação: extra online

BTS e Blackpink imagem/divulgação: extra online

Após o resultado do primeiro turno, grupos de fãs passaram a utilizar as redes sociais para incentivar o voto consciente e defender a candidatura do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação ganhou repercussão entre usuários do X, Instagram, TikTok e outras plataformas, onde integrantes dos fandoms compartilham conteúdos de conscientização política e mensagens direcionadas principalmente ao público jovem.

O movimento chama atenção justamente pela aproximação entre duas comunidades que, historicamente, protagonizam disputas no ambiente virtual. Army, como são conhecidos os fãs do BTS, e Blinks, nome dado aos fãs do BLACKPINK, frequentemente entram em debates relacionados aos grupos sul-coreanos. Desta vez, porém, parte dos integrantes decidiu colocar essas diferenças em segundo plano diante da disputa eleitoral.

A mobilização também acontece em meio ao debate sobre a abstenção eleitoral. No primeiro turno, milhões de brasileiros deixaram de comparecer às urnas, reacendendo discussões nas redes sociais sobre a importância da participação popular nas eleições.

Para os fãs envolvidos na campanha, a união representa uma tentativa de transformar o alcance dos fandoms em uma ferramenta de mobilização política. A estratégia inclui publicações informativas, compartilhamento de conteúdos sobre as propostas dos candidatos e incentivo para que os eleitores compareçam às urnas no segundo turno.

Apesar da união pontual, a iniciativa não significa o fim das tradicionais disputas entre os fandoms. A aproximação está concentrada no contexto eleitoral e mostra como comunidades formadas originalmente em torno da música e da cultura pop também podem assumir protagonismo em debates sociais e políticos.

Com milhões de pessoas integrando as comunidades de fãs de K-pop no Brasil, a movimentação demonstra o potencial das redes sociais para influenciar o debate público. Resta saber até que ponto a mobilização de Armys e Blinks conseguirá ultrapassar as telas e se transformar em participação efetiva nas urnas no segundo turno.

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