Nicki Minaj usa imagem de Chucky para pedir votos e criador do boneco critica rapper
Nicki Minaj já demonstrou seu apreço por Chucky em diferentes ocasiões, desde referências ao boneco assassino em suas músicas até uma fantasia de Halloween inspirada em sua companheira, Tiffany. Desta vez, no entanto, a relação da rapper com a franquia ganhou um novo capítulo: uma publicação de cunho político envolvendo o personagem provocou uma reação do próprio criador da saga, Don Mancini.

Imagem de Chucky produzida por inteligência artificial e compartilhada por Nicki Minaj. Foto: Reprodução/X
Na última terça-feira (3), a artista compartilhou em sua conta oficial no X uma imagem produzida por inteligência artificial na qual Chucky aparece usando um terno rosa e um broche com os dizeres “Vote Vermelho”, em referência ao Partido Republicano, ao qual pertence Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Na publicação, Minaj escreveu: “FELIZ DIA DA ELEIÇÃO!!!”.
A postagem não passou despercebida por Mancini. No dia seguinte, o criador de Chucky respondeu diretamente à rapper, contestando a associação do personagem ao movimento político de Trump.
“IMPOSTOR. CHUCKY FAZ PARTE DA ONDA AZUL QUE VAI LIMPAR TODA A CORRUPÇÃO”, escreveu Mancini, em referência à cor associada ao Partido Democrata nos Estados Unidos.
Em outra publicação, Mancini explicou, de maneira irônica, por que o boneco não estaria alinhado ao movimento MAGA, associado ao atual presidente norte-americano.
“Chucky tem um filho trans. Chucky protege as bonecas. Chucky é contra o ICE. Chucky diz: ‘Uma ONDA AZUL está chegando, tão AZUL quanto meus olhos!’”
O roteirista também compartilhou uma fotografia de um boneco Chucky com os cabelos azuis, em uma provocação à imagem criada por inteligência artificial. “Que pena, Nicki! Sem IA, aliás!”, escreveu, acrescentando a hashtag #OndaAzul.
Ver esse post no Instagram
A manifestação de Mancini ocorreu após as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, realizadas em 3 de novembro. Na disputa, os democratas conquistaram resultados expressivos, retomaram o controle das duas casas do Congresso e ampliaram o número de governos estaduais sob seu comando.
Nicki Minaj já homenageou Chucky em música e fantasia de Halloween
Apesar da polêmica, a ligação de Nicki Minaj com o universo de Brinquedo Assassino não é recente. Uma das referências mais conhecidas aparece em seu verso na música “Monster”, de Kanye West, lançada em 2010. Na faixa, a rapper faz alusão à noiva de Chucky, Tiffany.
Anos depois, em outubro de 2019, a artista voltou a homenagear a franquia ao escolher a personagem Tiffany como fantasia de Halloween. Na ocasião, ela e o marido, Kenneth Petty, recriaram o visual do casal de bonecos em um ensaio fotográfico, com Minaj caracterizada como a companheira do brinquedo assassino.
Enquanto isso, a aproximação de Nicki Minaj com Donald Trump também tem repercutido. Desde 2025, a rapper passou a manifestar publicamente seu apoio ao presidente e a participar de eventos ao lado dele. Suas declarações sobre imigração e questões envolvendo a comunidade LGBTQIA+ também geraram críticas.
A representatividade LGBTQIA+ na história de Chucky
A crítica de Mancini também dialoga com a própria trajetória da franquia. A diversidade faz parte da história de Chucky há décadas, especialmente por meio de sua família. É o caso de Glen/Glenda, filho de Chucky e Tiffany, que teve papel central no filme O Filho de Chucky, lançado em 2004, e tem uma identidade de gênero fluida.
O tema também foi abordado na série Chucky (2021-2024). No segundo episódio da produção, o boneco assassino conversa com Jake, um adolescente que protagoniza a trama, e comenta sobre a identidade de gênero de seu filho.
“Sabe, eu tenho um filho queer”, afirma o personagem. Ao ser questionado pelo garoto se aceita essa condição, Chucky responde: “Eu não sou um monstro, Jake”.
A fala reforça a ironia da resposta de Mancini à publicação de Minaj: o personagem utilizado pela rapper para ilustrar uma mensagem política tem uma trajetória marcada por elementos de diversidade e inclusão, justamente os aspectos que o criador destacou ao contestar a associação com o movimento político de Trump.
voltar
Tá na boca do povo:



Não fique por fora
