Ataque à mansão de Rihanna: mulher é formalmente indiciada por 14 crimes

quarta-feira, 11 de março de 2026
por Alice Arruda

A norte-americana Ivana Lisette Ortiz, de 35 anos, acusada de abrir fogo contra a mansão de Rihanna em Beverly Hills, foi formalmente indiciada por 14 crimes pela Justiça dos Estados Unidos. O ataque ocorreu no último domingo (8) e, caso seja condenada por todas as acusações, ela pode enfrentar prisão perpétua.

Rihanna para a Vogue US. Imagem: Reprodução.

Rihanna para a Vogue US. Foto: Reprodução.

Segundo as autoridades, Ortiz efetuou cerca de dez disparos contra a propriedade da cantora utilizando um fuzil AR-15. Os tiros teriam sido feitos de dentro de um veículo estacionado do outro lado da rua, em frente ao imóvel. Após o ataque, ela fugiu em um Tesla branco, mas acabou localizada e presa pela Departamento de Polícia de Los Angeles em um estacionamento de shopping.

No momento do tiroteio, Rihanna e seu companheiro, o rapper A$AP Rocky, estavam em um trailer posicionado na área externa da propriedade. A estrutura foi atingida por diversos disparos, que quase atingiram o casal.

Dentro da mansão estavam a mãe da artista, Monica Braithwaite, e os três filhos da cantora: RZA Athelston Mayers, de 3 anos, Riot Rose Mayers, de 2, e Rocki Irish Mayers, de apenas 5 meses. Também estavam na residência a agente de talentos Tracey Jacobs e dois funcionários da família, de acordo com o portal TMZ.

Conforme o jornal Los Angeles Times, Ortiz foi denunciada por tentativa de homicídio, dez acusações de agressão com arma de fogo semiautomática, duas acusações de disparo contra residência habitada e uma acusação de disparo contra veículo motorizado.

Durante coletiva de imprensa, o promotor distrital de Los Angeles, Nathan Hochman, informou que uma ordem de proteção foi emitida proibindo Ortiz de se aproximar de Rihanna, de A$AP Rocky, de vizinhos da propriedade e de qualquer endereço relacionado ao casal, além de vetar qualquer tipo de contato direto ou indireto com essas pessoas.

O histórico criminal da acusada também chamou atenção das autoridades. Segundo informações obtidas pelo TMZ junto ao advogado Hal Roen, que representa o ex-marido de Ortiz, Jed Nikko Valdez Sangalang, a mulher já havia sido submetida anteriormente à chamada Lei Baker, na Flórida. O mecanismo legal permite internações psiquiátricas involuntárias ou voluntárias de até 72 horas quando há risco para a própria pessoa ou para terceiros.

Documentos judiciais indicam ainda que, em abril de 2024, um juiz da Flórida concedeu a Sangalang a guarda física integral do filho do casal, proibindo Ortiz de manter qualquer tipo de contato com a criança, seja presencialmente, por telefone, vídeo, mensagens, e-mail ou por intermédio de terceiros, até nova decisão judicial.

De forma inquietante, a acusada demonstrava obsessão pela cantora nas redes sociais. Antes do ataque, Ortiz publicou diversos vídeos nos quais expressava hostilidade contra a artista, mencionando inclusive a morte da nove vezes vencedora do Grammy Awards, o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido premeditado.

Natural de Orlando, na Flórida, Ivana Ortiz permanece detida sob fiança estipulada em US$ 10.225.000, cerca de R$ 53 milhões na cotação atual, conforme informou a Fox News. A acusada deverá retornar ao tribunal em 25 de março para nova audiência.

Enquanto o caso segue na Justiça, Rihanna, que recentemente esteve em estúdio trabalhando em seu nono álbum de estúdio, sucessor de ANTI, lançado em 2016, deixou Beverly Hills após o ataque ao lado de seus familiares. O destino não foi divulgado.

O episódio expõe a gravidade da ameaça enfrentada pela artista e reacende o debate sobre segurança de celebridades e crimes motivados por obsessão. Com a acusada agora formalmente indiciada, o caso avança na Justiça norte-americana e pode culminar em uma das penas mais severas do sistema penal do país.

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