The Town: Katy Perry encerra o festival em clima de celebração com hits e devoção aos fãs brasileiros

segunda-feira, 15 de setembro de 2025
por Alice Arruda

No último domingo (14), Katy Perry encerrou o festival The Town em grande estilo, no palco Skyline, com um espetáculo vibrante que durou mais de duas horas e reuniu alguns dos maiores hits de sua carreira.

Katy Perry durante sua apresentação no The Town. Imagem: Multishow/Reprodução.

Katy Perry durante sua apresentação no The Town. Imagem: Multishow/Reprodução.

Em sua quinta passagem pelo Brasil, a cantora entregou carisma, simpatia e uma sucessão de trocas de figurinos que deram dinamismo ao show. Entre interações divertidas e declarações emocionadas, exaltou seus Katycats brasileiros, reafirmando a conexão única que construiu com o público do país. Embora sua performance vocal tenha oscilado em certos momentos e os vídeos exibidos entre os seis atos tenham se mostrado excessivamente longos — e pouco inspirados por serem gerados por inteligência artificial —, Katy compensou com presença de palco magnética e uma banda precisa e afinada, que sustentou a grandiosidade do espetáculo.

A abertura foi impactante: suspensa em uma estrutura metálica, Katy surgiu para cantar “Artificial“, parceria com JID presente em seu sexto álbum de estúdio, o polêmico “143“. Em seguida, a artista engatou em “Chained To The Rhythm“, crítica social embalada em pop sofisticado, e seguiu com “Teary Eyes” e o hit “Dark Horse“. Nesse momento, o público se divertiu ao cantar em coro o meme brasileiro “Meu nome é Júlia”, transformando o refrão em um momento de cumplicidade coletiva.

O segundo ato trouxe a controversa “Woman’s World” e um mergulho nostálgico em clássicos que marcaram gerações, como “California Gurls“, “Teenage Dream“, “Hot N’ Cold” e “Last Friday Night (T.G.I.F.)“. Um dos momentos mais celebrados foi “I Kissed A Girl“, quando a artista ergueu a bandeira LGBT+ e reforçou seu histórico de apoio à comunidade.

Já o terceiro ato destacou faixas do álbum “143“, mas foi também quando Katy fez uma das falas mais marcantes da noite: “Disseram que seria difícil trazer a turnê para cá, porque custaria muito dinheiro. Eu falei: O que? Desculpe, mas os meus maiores fãs estão no Brasil”, declarou, arrancando aplausos entusiasmados. E completou: “Não importa se estou em alta ou baixa, uma coisa constante são meus fãs brasileiros.”

O momento mais carismático veio com “The One That Got Away“, quando a artista levou ao palco André, um fã de 22 anos de Indaiatuba. Entre selfies, piadas e um abraço caloroso, Katy até aprendeu a dizer “Eu sou gostosa” em português, arrancando risadas e tornando o instante um dos mais comentados da noite.

A reta final do show foi uma sequência triunfal: “Roar“, “E.T.” e “Part Of Me” incendiaram o público, antes de “Firework” coroar a apresentação com brilho e emoção. O hino, que já atravessou gerações e se tornou símbolo da comunidade LGBT+, encerrou o espetáculo em clima de catarse coletiva.

Katy Perry pode ter enfrentado momentos vocais menos consistentes e escolhas questionáveis nos interlúdios, mas seu carisma, sua entrega e a força de sua banda transformaram sua passagem pelo The Town em uma celebração inesquecível.

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