3 anos de “Renaissance”: Um Marco na Música Pop

terça-feira, 29 de julho de 2025
por Alice Arruda

Nesta terça-feira (29), o aclamado álbum “Renaissance“, de Beyoncé, completa três anos de lançamento. Sétimo disco de estúdio da artista e primeiro ato de uma trilogia ainda em construção, o projeto marcou o retorno triunfal da cantora após seis anos sem lançar um álbum solo, desde o poderoso “Lemonade” (2016).

Capa do álbum "Renaissance". Imagem: Reprodução.

Capa do álbum “Renaissance”. Imagem: Reprodução.

Com 16 faixas, “Renaissance” mergulha nas raízes da música negra e celebra a cultura afro-americana queer, especialmente as cenas de House, Disco e Ballroom que floresceram nas décadas de 1970 e 1980.

Entre batidas pulsantes e sintetizadores de estética nostálgica, Beyoncé ergue um manifesto de liberdade, prazer e pertencimento — ao mesmo tempo em que homenageia os pioneiros desses gêneros e apresenta esses sons a uma nova geração.

Destaque para faixas como “Alien Superstar“, um hino de autoafirmação com produção futurista; “Heated“, com versos marcantes e vocais vibrantes; “Pure/Honey“, que resgata o espírito dos Ballrooms nova-iorquinos; “Plastic Off The Sofa“, que revela um lado mais intimista e vocalmente refinado da artista; e “Summer Renaissance“, que encerra o disco com um tributo a Donna Summer.

O lead single “Break My Soul” alcançou o topo da Billboard Hot 100 e ganhou remix com Madonna. “Cuff It” tornou-se um hit viral, enquanto “America Has a Problem” teve uma versão com Kendrick Lamar. A turnê mundial “Renaissance World Tour” arrecadou US$ 579 milhões, com mais de 2,7 milhões de espectadores em 56 shows, e foi eternizada no filme “Renaissance: A Film by Beyoncé”, lançado nos cinemas.

Na cerimônia do Grammy 2023, Beyoncé se tornou a artista mais premiada da história da premiação, conquistando quatro troféus na era “Renaissance”, incluindo “Melhor Álbum de Dance/Eletrônico”. O impacto do projeto transcende números: “Renaissance” não apenas resgatou e revitalizou o House e o Disco, mas também reafirmou o papel da música negra como base da indústria fonográfica.

Três anos após seu lançamento, “Renaissance” permanece como um marco da cultura Pop contemporânea, ao fundir referências nostálgicas com uma estética ousadamente futurista e performática.

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