Rainha do Pop: Madonna completa 67 anos e segue moldando gerações

sábado, 16 de agosto de 2025
por Alice Arruda

Neste sábado (16), Madonna Louise Veronica Ciccone, a eterna Rainha do Pop, completa 67 anos. Nascida em Bay City, Michigan, a artista que mudou para sempre a música, a moda e a cultura Pop começou a carreira em Nova York nos anos 1970, quando chegou à cidade com apenas 35 dólares e o sonho de se tornar artista.

Madonna para o banco Itaú. Imagem: Reprodução.

Madonna para o banco Itaú. Imagem: Reprodução.

Em 1983, lançou seu álbum de estreia “Madonna“, de sonoridade dançante, com hits como “Holiday” e “Borderline”. Logo depois, “Like a Virgin” (1984) elevou-a ao estrelato com um Pop ousado, consolidado pela polêmica performance no primeiro VMA da história. O sucesso seguiu com “True Blue” (1986), de temática romântica e madura, e “Like a Prayer” (1989), considerado um de seus trabalhos mais confessionais, misturando Pop, Rock e Gospel. O videoclipe da faixa-título gerou a fúria da Igreja Católica.

A era “Like a Prayer” também trouxe a lendária “Blond Ambition Tour” (1990), considerada um divisor de águas na história do entretenimento ao vivo. Com cenários teatrais, blocos temáticos e figurinos icônicos de Jean Paul Gaultier (como o sutiã em formato de cone), Madonna transformou para sempre o conceito de turnê Pop.

Nos anos 1990, Madonna manteve sua veia inovadora e se lançou em ousadas experimentações. “Erotica” (1992) apresentou uma visão crua da sexualidade, reforçada pelo polêmico livro “Sex”. Dois anos depois, suavizou o tom com “Bedtime Stories” (1994), marcado por baladas românticas e influências de R&B. Em 1998, reinventou-se mais uma vez com “Ray Of Light“, obra aclamada pela crítica que mesclou música eletrônica e espiritualidade, rendendo-lhe quatro Grammys.

Na virada do milênio, veio “Music” (2000), que combinou Folk e eletrônica, seguido por “American Life” (2003), de caráter político e crítico ao consumismo e à guerra. O ápice dançante chegou em 2005 com “Confessions On A Dance Floor“, um tributo à Disco Music que emplacou o hino “Hung Up“. Depois, Madonna transitou por diferentes sonoridades: flertou com o R&B e o Hip-Hop em “Hard Candy” (2008), mergulhou na eletrônica contemporânea em “MDNA” (2012), apostou na diversidade sonora em “Rebel Heart” (2015) e trouxe influências globais e críticas sociais em “Madame X” (2019).

Paralelamente à música, Madonna também construiu uma carreira no cinema, atuando em filmes como “Procura-se Susan Desesperadamente” (1985), “Dick Tracy” (1990), “Uma Equipe Muito Especial” (1992) e “Evita” (1996) — este último lhe garantiu seu primeiro Globo de Ouro de “Melhor Atriz em Comédia ou Musical”. Ao longo da trajetória, conquistou sete Grammys e consolidou-se como a artista feminina mais vendida da história, com mais de 400 milhões de discos comercializados.

Mais que uma cantora, Madonna é um ícone cultural. Revolucionou as turnês ao incorporar elementos teatrais, ditou tendências na moda em parceria com estilistas como Jean Paul Gaultier e inspirou gerações de artistas, de Britney Spears a Lady Gaga.

Sua trajetória sempre esteve associada à defesa da liberdade sexual feminina, ao combate ao preconceito e ao apoio à comunidade LGBT+. No campo social, fundou a ONG Raising Malawi, voltada para crianças órfãs no país africano, além de investir em projetos de educação e saúde.

Aos 67 anos, segue como símbolo de reinvenção artística e voz de empoderamento para mulheres e minorias ao redor do mundo. Mais do que moldar a forma como a música Pop é consumida, Madonna representa liberdade, autoconfiança e transformação cultural — um legado que sustenta, sem contestação, seu título de Rainha do Pop.

Você também vai querer ver
voltar