Doja Cat revela inspirações e detalhes do álbum “Vie” ao The New York Times

sexta-feira, 5 de setembro de 2025
por Alice Arruda

Nesta sexta-feira (05), o prestigiado The New York Times publicou uma entrevista com Doja Cat. No artigo, a rapper revelou detalhes sobre seu novo álbum, intitulado “Vie“, que será lançado em 26 de setembro e já está disponível para pré-save nas principais plataformas digitais.

Doja Cat para o The New York Times. Imagem: Reprodução.

Doja Cat para o The New York Times. Imagem: Reprodução.

No projeto, a artista retoma a sonoridade pop que a levou ao topo das paradas. O disco combina o caráter camp dos sintetizadores dos anos 1980 e o R&B acelerado, inspirado em nomes como Janet Jackson e Prince, com a confiança e o impacto visual extravagante do glam Rock.

A produção é assinada por Jack Antonoff, ao lado de Y2K. Para Doja, o novo trabalho funciona como uma espécie de continuação de “Hot Pink” e “Planet Her“: “Estou fazendo o que eu estava aperfeiçoando no começo. Estou fazendo o que eu sei que sei fazer.”

Na era anterior, com o álbum “Scarlet“, Doja explorou um projeto centrado no rap, marcado por uma atmosfera sombria e uma postura defensiva.

O disco foi um desabafo de uma artista que, por muito tempo, teve suas habilidades líricas e como rapper questionadas. Sobre aquele momento, afirmou: “Eu pensei que consertar isso implicaria fazer música mais visceral, mais emocional, ou talvez mais raivosa, ou mais triste. E eu gostava de tocar no palco, mas não me levou até lá. Então, quero voltar ao que eu conheço.”

A artista também descreveu o novo disco como: “abertamente sexy e meio bobo, o que é agradável e divertido”. Segundo ela, o objetivo é manter o senso de humor sem perder a autenticidade: “Eu só quero manter esse senso de humor sempre, mas nunca quero ser muito boba.”

Entre suas referências para o projeto, Doja citou Nina Hagen, cantora, compositora e atriz alemã: “Uma garota atraente que não está tentando ser apenas uma garota atraente. Ela tem camadas.”

O conceito de “Vie” nasceu no Miraval Studios, de Brad Pitt, na França, no fim do ano passado. A princípio, surgiu como uma ideia vaga entre o R&B e a intersecção de Punk e Jazz.

Aos poucos, foi se moldando em torno de um fio condutor lírico inspirado em uma versão cartunesca do romance francês: “os bigodes com a rosa na boca”, contou a rapper. “Eu queria incorporá-lo de uma forma meio irônica, mas também com sinceridade. Como filha de uma mãe solteira que cuida de dois filhos, o romance é algo que considero uma lição de vida, porque é algo que nunca existiu de verdade.”

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