Bad Bunny estampa a nova capa da revista i-D
Nesta quarta-feira (10), a revista i-D lançou sua nova edição, que traz o astro da música latina Bad Bunny na capa. O cantor foi fotografado por Ryan McGinley e entrevistado por Suzy Exposito.

Bad Bunny estampa a capa da revista i-D. Imagem: Reprodução.
Na conversa, Bad Bunny falou sobre a força da música latina, sua residência de shows em Porto Rico e os motivos para não incluir os Estados Unidos em sua nova turnê.
Reconhecido hoje como o artista masculino de maior sucesso do cenário latino, destacou-se como a ascensão da música latina nos últimos anos contribuiu para que mais jornalistas latinos fossem contratados para escrever em inglês sobre a cultura latina: “Sério, essas são coisas que me deixam feliz […] Mas quando vejo coisas assim acontecerem, e em muitas outras áreas da indústria também… Sinto orgulho de fazer parte de algo assim.”
Em julho, o cantor estreou sua residência de 30 apresentações em Porto Rico, intitulada “No Me Quiero Ir de Aquí“. Realizados às sextas, sábados e domingos, os shows foram pensados como uma experiência imersiva que conecta passado e futuro: “Eu queria trazer o álbum à realidade, [mostrar] como ele seria se fosse físico — e é isso que você vê. É o campo. É um pouco do nosso passado, da nossa cultura, do que é bomba, mas com o meu som — o som do agora, do futuro. É uma festa, é nostalgia, é luta… é romance. Eu queria combinar todos esses elementos em um único evento. E eu adoro isso. A energia é linda.”
Com seu novo álbum, “Debí Tirar Más Fotos“, lançado em janeiro, Bad Bunny ousou ao explorar a Salsa, gênero que há tempos sonhava em experimentar: “Eu tinha o desejo há muito tempo de tentar fazer um álbum de Salsa. […] Durante esse tempo, eu estava em turnê com ‘Nadie Sabe Lo Que Va A Pasar Mañana‘, na ‘Most Wanted Tour‘. Passei um tempo em Los Angeles, era a época do Coachella. […] Isso me levou a pesquisar minhas raízes, a me conectar com tudo o que sou como porto-riquenho.”
Na faixa “DtMF“, o artista reflete sobre a importância das fotografias em sua vida, lembrando momentos que gostaria de ter registrado: “Minha mãe costumava tirar muitas fotos, então há muitas [fotos] da minha infância. Há muitas fotos [de] depois da puberdade que eu não tenho. […] Todas essas fotos que eu tenho postado durante a promoção são fotos que minha mãe tirou.”
Além disso, revelou ter feito aulas de salsa para aprimorar sua performance: “Eu nunca fui um grande dançarino, [mas] sempre gostei de salsa. […] Pelo menos eu sei o básico, então se eu ficar bêbado, posso dançar a noite toda. […] É como uma linguagem corporal, uma linguagem da alma.”
O cantor também explicou a polêmica decisão de excluir os EUA da rota de sua “Debí Tirar Más Fotos World Tour“: “Cara, honestamente, sim. Houve muitos motivos pelos quais eu não apareci nos EUA, e nenhum deles foi por ódio […] Mas havia a questão de… tipo, a p*rra do ICE poderia estar do lado de fora [do meu show]. E era algo sobre o qual estávamos conversando e com o qual estávamos muito preocupados.”
Com discursos firmes, escolhas ousadas e shows que resgatam suas raízes, Bad Bunny reafirma seu papel como um dos maiores nomes da música global, capaz de transformar sua trajetória pessoal em um manifesto cultural.
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