Miley Cyrus estampa a capa da nova edição da revista CR Fashion Book
Na última segunda-feira (22), a renomada revista de moda CR Fashion Book revelou a capa de sua mais recente edição, trazendo Miley Cyrus como grande destaque. Fotografada por Nick Knight e entrevistada pela atriz Pamela Anderson, a cantora abriu o coração sobre diferentes aspectos de sua vida pessoal e artística.

Miley Cyrus é capa da CR Fashion Book. Imagem: Reprodução.
Ao longo da conversa, Miley refletiu sobre sua trajetória musical, o processo criativo de seu novo trabalho “Something Beautiful” — que agora conta com uma versão deluxe e o novo single “Secrets” —, além de compartilhar histórias íntimas. Durante o isolamento social imposto pela pandemia de COVID-19, ela encontrou na jardinagem uma nova paixão: “Algo que eu amo é jardinagem […] É uma verdadeira vitória quando você planta uma semente e vê flores na primavera.”
A artista também relembrou o incêndio de Woolsey, em 2018, que destruiu completamente sua casa em Malibu. Após cinco anos de reconstrução, ela celebra a retomada: “Estou muito animado, porque estou trabalhando na reconstrução. Perdi minha casa no incêndio de Woolsey e estou reconstruindo há cinco anos. Parece que tudo estará pronto para mim nas próximas semanas.”
Miley destacou ainda a influência transformadora da madrinha Dolly Parton em momentos de dor: “Durante os incêndios, quando havia tanta devastação e tristeza, nesses momentos eu sempre pensava em Dolly Parton. Através de sua música e seu dom de fazer as pessoas felizes, ela sempre foi uma cura nesses momentos.”
Sobre sua discografia, explicou sua liberdade criativa: “Às vezes, quando ouço minha música, pode parecer confuso, mas para mim há, na verdade, uma sensação de conhecimento nela através da falta de apego que tenho a um som ou gênero. Tudo o que sinto naquele momento ganha vida e pode morrer na próxima música.”
Seu mais recente álbum, lançado em maio, recebeu aclamação crítica, embora não tenha alcançado grandes números de mercado. No entanto, Miley minimiza a importância comercial da obra: “Coloquei nele tudo o que aprendi e desaprendi, o que comecei a fazer e parei de fazer. Meu mantra era medicar uma cultura doente através do trabalho de cura da música e da arte. Não importava o que os números ou estatísticas dissessem. O que importava era se isso pudesse afetar alguém mais profundamente do que apenas através de seus ouvidos — se eles pudessem sentir, ver, saber, acreditar. Isso seria a vitória para mim.”
A cantora revelou ainda estar escrevendo um memorial quase acidental: “Tenho escrito muito em diários ultimamente — quase escrevi um livro de memórias por acidente. […] Então, tenho escrito essas histórias de uma forma que não só conversa comigo mesma, mas também esclarece a narração sobre a qual eu nem sempre tive controle.”
Por fim, explicou que o álbum visual “Something Beautiful” nasceu inicialmente como um filme narrativo, mas acabou se transformando em uma série de videoclipes devido às limitações de orçamento: “Foi uma experiência de aprendizado […] grandes ideias vêm com um grande orçamento — e quanto maior o orçamento, mais você cede seu controle criativo.“
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