Sabrina Carpenter é capa da edição de outubro da Vogue Itália

terça-feira, 23 de setembro de 2025
por Alice Arruda

Sabrina Carpenter, um dos maiores nomes do pop atual, estampa a capa da edição de outubro da Vogue Itália, divulgada nesta terça-feira (23). Fotografada pelo renomado Steve Meisel, a cantora falou sobre sua trajetória, seu novo álbum “Man’s Best Friend“, a relação íntima com os fãs e o senso de humor que moldou sua identidade artística.

Sabrina Carpenter é capa da Vogue Itália. Imagem: Divulgação.

Sabrina Carpenter é capa da Vogue Itália. Imagem: Divulgação.

Para o ensaio, Sabrina revelou que foi pedido um visual natural, mas preferiu ser fiel a si mesma: “Mas quando cheguei ao set, eu estava com os olhos esfumados e o cabelo volumoso. Pensei: Sabe de uma coisa? Essa é exatamente a pessoa que eu quero ser neste momento da minha vida.

A estética das fotos foi inspirada nas “garotas alemãs dos anos 60”, em um estilo nostálgico e vintage, com forte referência a Brigitte Bardot. Sobre a atmosfera criada, a artista destacou: “Há esse glamour em preto e branco, elegante e melancólico. E com esse toque de Brigitte Bardot, tudo fica ainda mais sexy. Estou emocionada.

Lançado em 29 de agosto, “Man’s Best Friend” chegou ao público com um anúncio inusitado. Sabrina contou que pensou em enviar cachorros de pelúcia aos fãs, mas optou por algo mais marcante: “Um golden retriever de verdade chegou a cada fã para entregar a lista de faixas diretamente. Foi um momento simbólico, doce e inesperado.

Ao falar sobre sua carreira, a cantora destacou a importância da conexão com seu público: “O mais importante nos últimos 10 anos da minha vida foram as pessoas que me trouxeram até onde estou agora, os fãs que me apoiaram em todos os momentos, os bons e os ruins, com as músicas que amavam e as que não amavam.

A lealdade da base de fãs, segundo ela, é o que a motiva a continuar: “Eles estão prontos e disponíveis todos os dias, e eu os amo profundamente por isso.” Sabrina relembrou também a intimidade criada através de mensagens pessoais: “Alguns anos atrás, quando meu álbum ‘Emails I Can’t Send‘ foi lançado, comecei a enviar e-mails para eles, e foi um presente. Desde que comecei a fazer isso, consegui realmente desvincular minha comunicação das redes sociais.

Sobre o conceito de “Man’s Best Friend“, a cantora explicou que o álbum é uma investigação divertida e crítica sobre os homens: “Acho que eles são uma espécie muito divertida de observar. Tanto no bom quanto no ruim. Eu me sinto realmente adorada, inspirada e amada por alguns deles… e realmente confusa, atacada e ridicularizada por outros.

Conhecida por suas composições irônicas, Sabrina refletiu: “Na vida, você tem que saber como amenizar os momentos que te incomodam, ou pelo menos isso é verdade para mim.” Ela contou que o humor foi essencial para enfrentar desafios: “Durante toda a minha vida, pensei que o humor era apenas isso. Além de me salvar, esse tipo de humor foi um filtro que garantiu meu futuro.

Segundo a artista, a ironia faz parte de sua herança familiar: “O sarcasmo foi passado de geração em geração. Meus pais são extremamente sarcásticos… e minha irmã também. Todas nós temos um pouco de humor cáustico no sangue.

Sabrina também reconheceu o papel fundamental de seus amigos e equipe: “Grande parte do crédito vai para meus amigos e minha equipe. São eles que controlam minha mente insana. É a única maneira de me manter honesta em um mundo onde é tão fácil não ser.

Sobre sua constante evolução, refletiu: “Acho que a parte difícil é encontrar uma resposta concreta quando sinto que estou em constante mudança como pessoa… o que sinto hoje será muito diferente em um mês. O que crio agora é feito para este momento.

Atualmente, vive uma fase de autorreflexão: “Sinto que estou fazendo muita reflexão introspectiva. Quero muito fazer as coisas com intenção, coisas que me façam sentir viva e dar vida a mim mesma e às pessoas ao meu redor.

Mesmo após dois álbuns em dois anos, revelou estar trabalhando em novas canções: “Estou escrevendo muito em meu diário agora. O que você provavelmente não esperaria depois de dois álbuns em dois anos.

A cantora também refletiu sobre a falta de privacidade trazida pela fama: “Não conheço muitos lugares onde me sinta livre para ir sem ser reconhecida ou atacada.” Nesse sentido, viajar se tornou fonte de inspiração: “Você aprende mais sobre a vida em uma conversa de 20 minutos com um italiano do que em 20 anos nos Estados Unidos.

Por fim, Sabrina compartilhou sua visão de futuro, deixando claro que busca mais do que sucesso imediato: “Precisamos voltar ao básico, ser autênticos, se quisermos nos orgulhar do que criamos, mesmo daqui a vinte anos. Não se trata apenas de espetáculo, mas de despertar alegria, nutrir uma comunidade. E de deixar para trás um conjunto de obras que ainda possa, no futuro, fazer alguém rir ou chorar.

Assim, Sabrina Carpenter reafirma seu lugar como uma artista que vai além das tendências passageiras: autêntica, reflexiva e com um olhar voltado à criação de uma obra duradoura.

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