The Pussycat Dolls lança “Club Song”, anuncia turnê e enfrenta críticas de ex-integrante
Após anos de especulações e tentativas frustradas de reunião, The Pussycat Dolls oficializou seu retorno à cena pop. O grupo reaparece agora em formato de trio, com Nicole Scherzinger, Kimberly Wyatt e Ashley Roberts. Nesta quinta-feira (12), elas lançaram o single “Club Song” e anunciaram a turnê mundial “PCD Forever”. A nova fase celebra duas décadas do álbum de estreia do grupo, mas também reacendeu tensões com antigas integrantes.

The Pussycat Dolls em foto promocional para o single “Club Song”. Imagem: Divulgação.
Diferentemente da formação original que conquistou o público nos anos 2000, o retorno não inclui Melody Thornton, Jessica Sutta e Carmit Bachar. O sexteto marcou época com sucessos como “Don’t Cha”, “Buttons” e “Stickwitu”, dominando as paradas internacionais e consolidando o grupo como um dos fenômenos pop da década.
A nova empreitada representa a segunda tentativa de reunião das Pussycat Dolls. Em 2019, o grupo chegou a anunciar uma turnê e, em 2020, lançou o single “React“, planejado como ponto de partida para uma nova fase. No entanto, o projeto acabou interrompido pela pandemia de Covid-19 e por disputas judiciais envolvendo integrantes.
“Club Song” surge agora como o primeiro lançamento desde aquela tentativa de retorno. A produção é assinada por Mike Sabath, conhecido por trabalhos recentes com RAYE e Jade. A composição reúne Sabath e Nicole Scherzinger ao lado de Caroline Ailin, colaboradora frequente de Dua Lipa, e Solly, compositor associado a projetos de Teddy Swims.
No aspecto sonoro, a música aposta em um pop pulsante pensado para as pistas de dança, mesclando referências marcantes do início dos anos 2000 com uma produção atualizada. O resultado cria um elo entre a fase clássica das Pussycat Dolls e o presente do trio, que retorna ao cenário musical reinterpretando sua própria história a partir de uma perspectiva mais madura.
A comemoração também ganhará vida nos palcos. A turnê “PCD Forever” terá 53 datas distribuídas entre América do Norte, Europa e Reino Unido. A agenda começa em 5 de junho, em Palm Desert, na Califórnia, e segue por diversas cidades dos Estados Unidos e do Canadá durante junho e julho. As apresentações contarão com participações de Lil’ Kim e Mya como convidadas especiais. O último show está previsto para 13 de outubro, na The O2 Arena, em Londres, encerrando de forma simbólica as festividades pelos 20 anos do álbum PCD, lançado em 2005.
A celebração também inclui um relançamento especial do primeiro disco do grupo. Uma edição deluxe de PCD será disponibilizada em 8 de maio em vinil e nas plataformas digitais, trazendo faixas inéditas e registros recuperados das sessões originais de gravação. O álbum alcançou grande sucesso comercial ao redor do mundo e consolidou uma estética pop marcada por coreografias elaboradas e forte apelo visual, influência que se refletiria em diversos girl groups formados na década seguinte.
Nem todas as ex-integrantes, porém, receberam bem a nova fase do grupo. Jessica Sutta demonstrou irritação por ter sido excluída da reunião e publicou uma mensagem irônica nos stories de sua conta oficial no Instagram. Na postagem, a cantora compartilhou a frase: “Vão se fod*r! Quando você diz ao contrário, continua sendo a mesma coisa, mas com sotaque britânico“. Sutta não mencionou diretamente as colegas, mas marcou Carmit Bachar, outra ex-integrante que também ficou de fora do retorno.
Poucas horas depois, a artista voltou a publicar uma mensagem interpretada por fãs como nova indireta. “O importante é quem fica na chuva com você, quando eles também têm a opção de ficar secos. Lembre-se disso“, escreveu.
De acordo com páginas de fãs, Sutta também teria revelado a um admirador que nem ela nem Carmit Bachar foram convidadas para participar do reencontro. “Elas estão planejando isso há um ano e claramente não perguntaram para mim e para Carmit. Estamos descobrindo tudo ao mesmo tempo que vocês“, teria afirmado.
Entre celebração e controvérsia, o retorno das Pussycat Dolls demonstra que, mesmo após duas décadas, o grupo ainda desperta forte atenção do público e continua cercado por expectativas, nostalgia e disputas que parecem longe de terminar.
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