Doja Cat fala sobre terapia, fama e novos projetos musicais em entrevista à Vogue
Doja Cat estampa a capa da edição de abril da revista norte-americana Vogue. Na entrevista, a rapper abordou os benefícios da terapia, os desafios da falta de privacidade provocada pela fama e detalhes sobre suas novas músicas.

Doja Cat é capa da nova edição da Vogue. Foto: Reprodução/Willy Vanderperre.
A artista, que lançou seu álbum de estreia “Amala” em 2018, se tornou uma estrela global em 2020, quando o single “Say So”, do segundo álbum “Hot Pink”, viralizou no TikTok durante a pandemia de COVID-19. Em 2021, lançou seu terceiro disco, “Planet Her”, e, em 2023, apresentou “Scarlet“, uma resposta àqueles que duvidavam de sua capacidade como rapper.
Com uma carreira repleta de sucessos, a fama se tornou uma realidade inevitável para Doja Cat. A rapper revelou que atividades simples, como fazer compras, se tornaram desafios devido ao assédio do público:
“Isso me deixa muito chateada. Será que eu chegaria para alguém e diria: ‘Pare de me filmar, seu filho da puta’, e xingaria a pessoa? Não, eu não faria isso. Eu não quero fazer isso. Acho que prefiro fazer isso de uma forma criativa. Às vezes, tento parecer propositalmente feia. Transformo isso em uma brincadeira.”
Durante a era “Scarlet”, marcada por controvérsias, Doja optou por iniciar terapia, prática que considera transformadora:
“Não estou curada de nada“, diz ela. “Mas me ajuda a entender por que faço as coisas que faço.”
O cuidado com a voz foi um dos frutos desse processo. Antes de gravar seu mais recente álbum, “Vie”, a rapper passou a trabalhar com um preparador vocal pela primeira vez, perceptível no refrão de “Jealous Type”, carro-chefe do disco, e nos versos aveludados de “All Mine”.
Doja também precisou ajustar alguns hábitos para aprimorar seu desempenho vocal: “Adoro comer besteira, adoro beber e adoro festejar. Não muito, obviamente… Não uso drogas.”
A vida pessoal também foi tema da entrevista. A artista revelou estar em um relacionamento, mas manteve a identidade do parceiro em sigilo, destacando sua parte favorita no romance:
“Eu adoro quando eles vão embora. É isso que a terapia fez por mim. Me permitiu ficar longe e em paz sem ficar pensando: ‘Preciso de cartas de tarô. Preciso de uma resposta. Me mande uma mensagem.’ Não faço mais nada disso. É muito bom.”
A terapia tem sido um pilar fundamental no crescimento pessoal de Doja Cat: “Não sei o que teria feito sem ela ou onde estaria sem ela. Consegui enxergar através de muita névoa que antes me impedia de ver.” O processo tem oferecido a ela clareza emocional, autoconhecimento e ferramentas para lidar com a pressão da fama, permitindo enfrentar desafios pessoais e profissionais com equilíbrio e autenticidade.
Sobre novos projetos, a artista afirmou que está trabalhando em músicas inéditas, que podem se tornar uma versão deluxe de “Vie” ou um EP que promete surpreender o público, descrito por ela como “vibrante” e com um som “futurista“. O futuro de Doja Cat, sem dúvida, continua instigante e cheio de surpresas.
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