Karol G faz história com show grandioso no Coachella
Karol G fez história ao se tornar a primeira artista feminina latina a assumir o posto de atração principal do Coachella. Em sua aguardada estreia no palco principal, a colombiana entregou um espetáculo grandioso e visualmente impactante, reafirmando a força e a expansão global da música latina, ainda que o show tenha começado com mais de meia hora de atraso.

Karol G brilha no Coachella em apresentação histórica. Imagem: Reprodução/YouTube.
Com um cenário imponente, figurinos sensuais que realçavam sua beleza e um corpo de baile afiado, a apresentação foi conduzida por coreografias assinadas por Parris Goebel, conhecida por trabalhos com grandes nomes como Rihanna. O resultado foi um espetáculo de alto nível técnico e grande impacto visual, elevando ainda mais o nível do show.
A abertura ficou por conta de “Latina Foreva” e “Un Gatito Me Llamó”, faixas de “Tropicoqueta” (2025), estabelecendo de imediato a estética e o tom da nova era. Na sequência, “OKI DOKI” e “TÁ OK (REMIX)” incendiaram o público. Durante a performance desta última, um funk, Karol G se arriscou no rebolado, com uma execução tímida, que não chegou a se destacar.
O primeiro momento com convidada contou com a presença de Mariah Angeliq em “El Makinon”, um dos maiores sucessos da colombiana. Apesar da força do hit, a participação careceu de energia, assim como a performance de “S91”, configurando um dos pontos mais fracos do show.
O segundo bloco devolveu energia à apresentação, com destaques para “Ese Hombre Es Malo” e “MAMIII”. Ambas as faixas contaram com a presença de um grupo feminino de mariachis. Esta última ganhou contornos especiais com a participação de Becky G, que surgiu deslumbrante no palco e protagonizou um dos momentos mais celebrados da noite.
Na terceira parte do espetáculo, Karol G apostou na versatilidade ao apresentar “Gatúbela”, seguida de um break dance ao som de “Rompe”, clássico de Daddy Yankee, e “Bandida Entrenada”, funk presente em seu último álbum, que contou com uma performance aquática visualmente marcante. Ainda neste bloco, surpreendeu ao apresentar uma faixa inédita ao lado da banda Cigarettes After Sex.
Um dos momentos mais simbólicos da noite veio com a participação de Wisin, uma das lendas do reggaeton e integrante da dupla Wisin & Yandel, referência fundamental na consolidação do gênero no cenário global, que conduziu um medley de sucessos. A plateia respondeu com entusiasmo, exibindo bandeiras de diversos países latino-americanos, evidenciando o impacto cultural e a representatividade do reggaeton em um dos maiores festivais do mundo.
Na reta final, Karol G brilhou ao interpretar “TQG”, sua parceria com Shakira, em uma performance marcada pela sensualidade e forte presença cênica, consolidando-se como o ponto mais alto da apresentação. Em seguida, “Amargura” foi entoada em coro pelo público, reforçando sua conexão com os fãs.
“Tusa” ganhou uma versão em salsa, sem o verso de Nicki Minaj, figura que recentemente tem gerado controvérsias por seu posicionamento político em apoio a Donald Trump.
Para encerrar, “Si Antes Te Hubiera Conocido” teve sua duração reduzida devido ao atraso inicial, abrindo espaço para “Provenza”. No entanto, a escolha de incluir o remix com Tiësto comprometeu o fechamento, que poderia ter sido mais impactante com a versão original completa.
A apresentação de Karol G no Coachella se consolida como um marco para a música latina. Ao ocupar o posto de atração principal de um dos maiores festivais de música do mundo, a artista entrega uma performance excelente, de forte impacto artístico e relevância cultural, reafirmando seu protagonismo e abrindo caminhos para mulheres latinas no cenário global. O resultado é um espetáculo que se impõe pela grandiosidade e consistência.
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