ZAYN estampa a capa da edição de abril da Elle Índia e revela detalhes de “KONNAKOL”
ZAYN estampa a capa da edição de abril da revista Elle Índia. O cantor está prestes a lançar seu novo álbum de estúdio, “KONNAKOL”, no dia 17 de abril. O projeto já está disponível para pré-save nas principais plataformas de áudio. Na entrevista, o artista falou sobre o processo criativo do disco, sua paixão pelo cinema indiano e outros aspectos de sua trajetória.

ZAYN estampa a capa da edição de abril da Elle Índia. Foto: Isaac Anthony/Reprodução.
O novo trabalho promete representar uma evolução sonora em relação ao álbum de estreia solo, “Mind of Mine”, lançado há uma década.
“Dez anos de qualquer coisa só me lembram da minha idade”, diz ele, rindo. “Já se passaram dez anos, e eu ainda estou aqui fazendo isso, e as pessoas ainda estão ouvindo. Sinto que ainda estou progredindo.”
Ao refletir sobre sua fase atual na carreira e na vida pessoal, o artista destaca um processo contínuo de amadurecimento que vai além da música.
“Não sinto que esteja num momento tão diferente da minha carreira. Sinto que estou num momento diferente como pessoa; estou me desenvolvendo, crescendo e aprendendo com as experiências da vida.”
A faixa de abertura do álbum “KONNAKOL”, intitulada “Nusrat”, é inspirada no lendário mestre do qawwali, uma homenagem profundamente intencional a uma voz que comoveu gerações na Índia, no Paquistão e na diáspora. O cantor detalhou o processo criativo da música.
“Entrei no estúdio, reservei 14 dias… o processo consistiu em tentar criar essa visão que eu tinha na cabeça e que não existia em nenhum outro lugar”, diz ele. “Não havia nenhum ponto de referência que eu pudesse usar ou dizer: ‘Quero que seja assim’. Embora eu estivesse me inspirando no Konnakol em termos de técnica e trazendo influências do sul da Ásia, ainda era algo que eu estava propondo para o mercado ocidental, e eu queria que continuasse sendo R&B, mas com aquele toque.”
Ao descrever o processo experimental de construção da faixa, o artista destacou a espontaneidade como elemento central da criação.
“Eu só precisava improvisar um pouco no microfone, ver o que saía naturalmente e partir daí”, continua ele. “Começamos com um clique, nem sequer tínhamos bateria, o que nos deu o ponto de partida, e construímos a faixa em torno dos ad-libs e das influências do Konnakol, e depois escrevemos a letra em inglês sobre a faixa.”
ZAYN já é um artista consolidado na Índia, com um público fiel que acompanha sua carreira. Ele revelou ainda sua admiração pelo cinema indiano, especialmente pelas produções de Bollywood.
“As referências indianas e de Bollywood fazem parte da minha vida em geral”, diz ele. “Estou sempre assistindo a filmes indianos.”
Ao comentar sua conexão com a música indiana, o artista destacou a riqueza e a complexidade das trilhas sonoras.
“Estou ouvindo a música algumas das melhores trilhas sonoras do mundo, eu diria. E sei que sou suspeito para falar, já que tenho parte das minhas raízes na Índia… mas o nível de meticulosidade transmitido até mesmo pela execução dos instrumentos é absurdo, tão complexo, e isso realmente desperta meu interesse.”
A emoção, segundo o cantor, é o que torna a música indiana especialmente marcante.
“Acho que o que eu realmente amo na música indiana é que parece vir da alma”, acrescenta.
“Essa conexão profunda de usar a música como um mantra, para superar uma situação ou uma experiência que talvez você não esteja gostando, a música pode te ajudar a superar isso. É inspiradora, é positiva, trata da possibilidade do amor… a ideia de que, quando você se apaixona, vai ser um conto de fadas. Na realidade não funciona bem assim, mas a ideia é bonita.”
Conhecido por sua potência vocal e pelos falsetes característicos, ZAYN revelou qual faixa do novo álbum mais o desafiou tecnicamente.
“Blooming foi a que mais me desafiou tecnicamente”, diz ele. “O vocalista da demo era incrível.”
Questionado sobre o impacto de métricas comerciais em seu processo criativo, o cantor afirmou que, durante a criação de suas músicas, às vezes se questiona se o projeto terá bom desempenho nas paradas ou se “vai dar certo”, mas que procura não deixar isso interferir em sua arte.
“Tento não pensar na parte comercial e apenas agir com sinceridade. Tenho pessoas na minha equipe que são especialistas em negócios; elas sabem como o negócio funciona, então deixo isso por conta delas.”
O artista também revelou que sua filha, Khai, é fã de K-pop e que essa influência o levou a se aproximar ainda mais do gênero, incluindo a colaboração com Jisoo no single “Eyes Closed”.
“É, minha filha é uma grande fã de K-pop ela é super dedicada a isso”, diz ele, rindo. “Eu também ouço um pouco, é um prazer secreto. Ela definitivamente me influenciou”.
Entre reflexões sobre autenticidade, evolução e influências que moldam seu som, ZAYN reforça uma fase em que identidade e experimentação caminham lado a lado, consolidando uma narrativa artística em que liberdade criativa e amadurecimento pessoal se tornam parte do mesmo movimento contínuo.
Nota editorial: Créditos da tradução: Zayn Squad Brasil.
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