Olivia Rodrigo é capa da Cosmopolitan, reflete sobre nova fase e fala sobre o novo álbum

quarta-feira, 29 de abril de 2026
por Alice Arruda

Olivia Rodrigo estampa a capa da Cosmopolitan e vive um momento de consolidação artística. Às vésperas do lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, “You Seem Pretty Sad For A Girl So In Love”, que chega às plataformas digitais em 12 de junho e já está disponível para pré-save, a artista reflete sobre o novo projeto, amadurecimento e sua evolução criativa.

Olivia Rodrigo na capa da Cosmopolitan. Imagem: Morgan Maher/Reprodução.

Olivia Rodrigo na capa da Cosmopolitan. Imagem: Morgan Maher/Reprodução.

Recentemente, Olivia conquistou seu terceiro número 1 na Billboard Hot 100 com “Drop Dead”, faixa principal do novo disco. Com o feito, tornou-se a primeira artista a liderar a parada com os singles principais de seus três primeiros álbuns. A cantora revelou que a música nasceu de um encontro marcante.

“Eu só queria capturar aquela primeira interação que você tem com alguém, tipo, ‘Isso pode ser a melhor coisa do mundo; vou contar para todos os meus amigos’. Me lembra de andar pela cidade, me sentindo jovem e livre. Senti muito isso enquanto escrevia o álbum.”

Após o sucesso de “SOUR”, lançado em 2021 a partir de experiências pessoais da adolescência, e de “GUTS”, de 2023, marcado pela pressão das expectativas, Olivia afirma que o novo trabalho foi desenvolvido de forma mais leve e cuidadosa. Desta vez, o processo criativo foi mais livre, com revisões constantes.

“Nós realmente editamos muito este álbum”, diz ela. “Havia muito mais alegria na composição”, explica. “Há algumas músicas que são simplesmente tristes, mas também algumas que são simplesmente divertidas.”

Conhecida por transformar emoções intensas em canções, a artista buscou explorar novas tonalidades sentimentais. Ainda que a melancolia permaneça presente, há uma abertura maior para temas como alegria e paixão.

“Eu estava muito animada para escrever sobre alegria, amor e paixão de uma forma que nunca tinha feito antes. A maioria das minhas músicas mais famosas fala sobre tristeza, raiva e coração partido.”

Mesmo assim, Olivia admite que lidar com a felicidade na música pode ser desafiador.

“É mais constrangedor ser feliz. Eu me encolho, mas sou livre. Todas as minhas canções de amor favoritas têm um elemento de tristeza, e é isso que as torna tão belas. Uma grande canção de amor tem tanta emoção por trás que pode ir para qualquer lado. Quero fazer canções de amor que façam você chorar.”

A cantora também relembrou a pressão enfrentada durante a produção de “GUTS”, quando precisou lidar com a expectativa após uma estreia de enorme sucesso.

“Não tivemos tempo para revisões em SOUR. O mundo inteiro estava assistindo. Eu escrevi, gravamos e lançamos sem pensar duas vezes. Já com GUTS, a pressão era enorme, tipo, ‘Meu Deus, nunca mais vou conseguir fazer uma música boa’. Não era nem fazer música por fazer música. Era fazer música para agradar as pessoas ou provar alguma coisa.”

Ao comparar as fases da carreira, a artista reconhece seu amadurecimento pessoal e profissional.

“Eu era tão jovem naquela época e sentia como se o mundo estivesse sobre meus ombros e que eu precisava dar conta de tudo. Eu era motivada, mas também tinha medo. Agora me sinto muito mais segura de mim mesma. Minha paixão e ética de trabalho vêm de uma mentalidade positiva, e não de um medo.”

Olivia também falou sobre ansiedade e os desafios emocionais enfrentados durante a turnê de “GUTS”.

“Estou sempre ansiosa. Fiquei muito nervosa nos primeiros 10 shows da turnê GUTS. Foi difícil ficar longe de casa e não ter nenhuma sensação de normalidade. Eu estava surtando; meu sistema nervoso estava à flor da pele. Ainda fico ansiosa. Só que é diferente de quando eu era mais jovem.”

A experiência na estrada, no entanto, trouxe aprendizados significativos.

“Isso soa meio piegas, mas o poder da música é incrível. Eu nunca tinha ido às Filipinas na minha vida, e poder ir lá e tocar em uma arena com 55.000 pessoas é uma loucura. Adorei ver as meninas na plateia cantando músicas como ‘Traitor’.”

Em meio a esse processo de amadurecimento, a cantora também passou a estabelecer limites mais claros em sua vida pessoal.

“Eu sempre achei que um limite fosse algo como ‘Não faça isso’. Mas, na verdade, um limite é como ‘Se você fizer isso, é assim que eu vou reagir e me proteger’. Não se trata de controlar outras pessoas, mas sim de como você vai reagir: se alguém fizer isso, eu ficarei bem porque tenho um plano de contingência. Isso te dá muito mais confiança e segurança. E, honestamente, estabelecer limites consigo mesmo também é muito importante. Dizer que você vai fazer algo e realmente fazer. Para mim, o celular tem que acabar. Senão, meu cérebro trava.”

Apesar da pressão e da exposição, Olivia deixa claro que não teme o fracasso, desde que se mantenha fiel à própria essência.

“Mesmo que meu álbum fracasse e ninguém goste, se eu sentir que isso é real, que sou eu, então será um sucesso.”

Entre reflexões mais leves, ela revela um objetivo pessoal curioso.

“Não sei cozinhar. Estou apenas comendo um iogurte da geladeira e esquentando algumas coisas do Trader Joe’s no micro-ondas. Esse é o próximo passo da minha vida adulta: aprender a me alimentar como um ser humano de verdade.”

Por fim, Olivia compartilha como enxerga o futuro e o que busca nesta nova fase.

“Quero me sentir empoderada, no controle da minha própria vida, tomando as rédeas da situação. Quero me sentir realmente criativa. Tenho encontrado muita alegria simplesmente por estar perto de pessoas inteligentes e legais.”

Mais madura e consciente de si, Olivia Rodrigo inicia um novo capítulo, guiado pela liberdade criativa, pela autenticidade e por uma relação mais equilibrada com sua própria trajetória.

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