Lizzy McAlpine encontra novas formas de falar sobre o amor em “Angel”, seu novo álbum
Hoje (18), a cantora e compositora Lizzy McAlpine lançou seu quarto álbum de estúdio, “Angel”. Com 14 faixas, o disco chega depois de “Older”, de 2024, e apresenta uma artista ainda interessada em transformar experiências pessoais em música, mas disposta a experimentar novas possibilidades no caminho.

Capa do álbum “Angel”. Imagem: Divulgação.
Com 14 faixas, o disco apresenta uma nova etapa na trajetória da artista, que ficou conhecida mundialmente por suas canções confessionais e pelo sucesso de “ceilings”, presente no álbum “five seconds flat”, de 2022. Em “Angel”, Lizzy mantém a intimidade característica de sua composição, mas amplia as possibilidades sonoras ao se aproximar ainda mais do folk e de referências da música dos anos 1970.
UM ÁLBUM SOBRE AMOR, MUDANÇAS E NOVAS VERSÕES DE SI MESMA
“Angel” foi construído ao longo de quase dois anos, durante um período de transformações pessoais e artísticas para McAlpine. As gravações aconteceram em Los Angeles e contaram com a produção de Mason Stoops e Taylor Mackall, colaboradores que ajudaram a desenvolver a sonoridade mais orgânica presente no projeto.
A própria cantora descreveu o álbum como uma espécie de registro pessoal do período entre 2024 e 2026. Para ela, música e arte funcionam como formas de processar aquilo que acontece ao seu redor, e o novo trabalho nasce justamente desse movimento de olhar para as próprias experiências, relações e transformações.
O amor aparece como um dos principais fios condutores de “Angel”, não apenas na perspectiva romântica. A temática atravessa também o amor-próprio, as amizades, os relacionamentos e a maneira como McAlpine revisita versões anteriores de si mesma.
“Amor está no núcleo desse álbum. Amor por mim mesma, pelos meus amigos, meus relacionamentos, até mesmo amor pelas minhas versões do passado e amantes passados”, afirmou a cantora.
Essa abordagem também aparece nas próprias canções. “Peach”, por exemplo, transforma um momento cotidiano em uma reflexão sobre independência e solitude, enquanto “I have a friend” mergulha no desejo e na ausência. Já “Mason’s song” aborda a responsabilidade de reconhecer aquilo que ainda precisa ser transformado em si mesma.

Lizzy e a equipe de produção durante gravações do álbum. Imagem: Divulgação.
FOLK, INDIE E NOVAS POSSIBILIDADES SONORAS
Musicalmente, “Angel” se distancia em alguns momentos da produção mais polida associada aos trabalhos anteriores de Lizzy. O disco aposta em instrumentos como piano, violões, guitarras, harmônica e percussão, construindo uma atmosfera próxima do folk e do indie.
Entre as referências que atravessam o projeto está a sonoridade do folk de Laurel Canyon dos anos 1970. A influência de Joni Mitchell também aparece como parte do processo criativo do álbum, especialmente a partir de discos como “Blue” e “Hejira”.
O novo trabalho ainda conta com uma participação especial do Fleet Foxes em “Soldier of the road”. A faixa amplia o universo do álbum ao aproximar as experiências pessoais da cantora de questões relacionadas à guerra e ao capitalismo.
Além das faixas inéditas, “Angel” reúne os singles apresentados anteriormente, “The light in the painting” e “Ugly things”. Nesta sexta-feira, a cantora também apresentou “Over country”, que ganhou um videoclipe dirigido pela própria McAlpine em parceria com Neema Sadeghi.
CONFIRA AS 14 FAIXAS DE “ANGEL”
O quarto álbum de Lizzy McAlpine é formado por 14 músicas:
- The light in the painting
- Anybody’s fool
- A car wash and a new pair of pants
- I have a friend
- The moon
- Ugly things
- Soldier of the road (ft. Fleet Foxes)
- Peach
- Over country
- Two elevens
- Our strange ways
- Mason’s song
- The crowd
- Angel
Com “Angel”, Lizzy McAlpine segue explorando a relação entre música, memória e intimidade. Depois de passar por diferentes momentos de sua carreira, do sucesso de “ceilings” à fase de “Older” e às experiências no teatro e no cinema, a cantora apresenta um trabalho voltado para as mudanças que acontecem quando é preciso olhar para o passado sem deixar de seguir em frente.
O álbum já está disponível nas plataformas digitais.
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