Anitta lança os videoclipes de “Mandinga” e “Nanã” e exalta divindades femininas

terça-feira, 28 de abril de 2026
por Alice Arruda

Anitta deu continuidade à divulgação do álbum “Equilibrium” com o lançamento do terceiro ato visual, “Deus Mãe”, que sucede os atos “Despacho” e “Fé e Festa”, que apresentaram ao público os videoclipes de “Desgraça” e “Meia Noite”. O novo ato traz os videoclipes de “Mandinga”, em colaboração com Marina Sena, e “Nanã”, parceria com Rincon Sapiência e King Saints.

Anitta no videoclipe de "Nanã". Imagem: Mar + Vini/Divulgação.

Anitta no videoclipe de “Nanã”. Imagem: Mar + Vini/Divulgação.

Nas novas produções, a artista surge em paisagens naturais e celebra a liberdade feminina e a ancestralidade. O ato incorpora referências a Nanã, uma das orixás mais antigas das religiões de matriz africana, além das Ìyámi Òṣòròngá, figuras femininas ancestrais do culto iorubá associadas à fertilidade e ao poder feminino primordial.

Segundo Anitta, os lançamentos funcionam como capítulos complementares dentro da narrativa do álbum. “Essas músicas, juntas, funcionam como um testemunho da força feminina no campo social e também no espiritual”, afirmou a cantora.

Em “Mandinga”, a artista evoca símbolos ligados às forças ancestrais iorubás, enquanto “Naña” presta homenagem direta a Nanã Buruquê. “A figura de Nanã se materializa nesse vídeo por meio de uma senhora em tons de lilás e roxo, esculpindo o mundo com o barro. Falar de Deus, para o mundo, quase sempre remete ao masculino, mas e a mãe? Quem é? Nanã representa a criação do ser humano. Para mim, é importante ter essa referência de deusa, porque todos viemos de um útero”, completou.

Gravados no vilarejo de Mogol, em Lima Duarte, Minas Gerais, os visuais reforçam a proposta do álbum “Equilibrium”, marcado pela espiritualidade, pela coesão e pela construção lírica, consolidando uma das fases mais bem-sucedidas da trajetória recente da artista.

 

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