Bebe Rexha lança seu álbum “Dirty Blonde”

sexta-feira, 12 de junho de 2026
por Davi Bittencourt

Nesta sexta-feira (12), Bebe Rexha lançou seu quarto álbum, “Dirty Blonde“. Promovido como a grande tentativa de Bebe Rexha de se impor como uma artista pop respeitada, com Bebe falando em tom humorado nas redes sociais desse álbum ser sua saída do nome dado virtualmente de “Khia Asylum”.

Capa de "Dirty Blonde", álbum de Bebe Rexha. Imagem: Divulgação.

Capa de “Dirty Blonde”, álbum de Bebe Rexha. Imagem: Divulgação.

O Khia Asylum é considerado um espaço onde as cantoras pop ficam quando não conseguem criar um público tão forte e seus lançamentos não tem muito impacto no mercado e na cultura pop. O nome Khia Asylum foi dado com base no nome da rapper Khia, artista que teve um único hit nos anos 2000, “My Neck, My Back”, mas que hoje em dia é vagamente lembrada pelo grande público.

Muitas artistas alcançaram uma ascensão que fizeram os internautas desconsiderarem elas como integrantes do Khia Asylum. Um dos nomes principais recentes foi a Zara Larsson, que embora tivesse hits na boca do povo, a cantora não havia conquistado um público fixo e ficava conhecida apenas como a voz dos hits de DJs como “Symphony”, do grupo de EDM Clean Bandit. Isso mudou a partir de “Midnight Sun”, com o trabalho em uma personalidade artística que se tornou bem forte para Zara Larsson.

Bebe Rexha quer com esse trabalho apresentar exatamente um tipo de esforço que manifeste o seu potencial que merece mais atenção do público para além de ficar conhecida unicamente como voz de hits com DJs e rappers. Bebe Rexha apresentou uma série de singles centrados no EDM que deixaram o público pop curioso com a artista focando mais em sua carreira solo no seu potencial para música pop dançante.

“Dirty Blonde” tem uma estrutura mais diversa do que o esperado com os singles, que demonstravam um caminho puramente edm, ainda que muito eclético, apresentando diversas vertentes dentro desse guarda-chuva da música dance eletrônica. São 13 faixas que vão do house pro techno, ao edm dos anos 2010, para synthpop, trap, pop alternativo e até mesmo country.

“Hysteria” é um hypertechno energético que inicia o disco em uma atmosfera dancante extremamente intensa. “Tokyo” é mais uma faixa techno-pop, aqui também com muita influência do drum n’ bass, pronta para as pistas de dança. “New Religion” é bastante inspirada no house progressivo e no eurodance dos anos 90, utilizando sample de uma música essencial para o progressive house no período. “$.H.I.T” é uma faixa centrada no trap com bumbos de jersey club. “Drink And A Little Love” é uma fusão country-pop com edm. “Time” e “Night Falls” são faixas com um tom mais melancólico, enquanto “I Like You Better Than Me” e “Sad Girls” tem um tom nostálgico do edm-pop dos anos 2010, com a última sendo parceria com David Guetta.

Você também vai querer ver
voltar