BTS no Brasil: polêmica sobre telões leva caso ao MP

quinta-feira, 22 de outubro de 2026
por Roberta Clarkson

A poucos dias da chegada do BTS ao Brasil com a turnê mundial ARIRANG, a redução na estrutura do palco virou motivo de insatisfação entre os ARMYs. A ausência de oito dos 12 telões gerou uma onda de queixas nas redes sociais e levou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) a cobrar explicações sobre os shows no Estádio MorumBIS. 

BTS em imagem publicada nas redes sociais. Imagem: Reprodução/ X

BTS em imagem publicada nas redes sociais. Foto: Reprodução/ X

A discussão começou após os fãs notarem diferenças entre a montagem utilizada em apresentações anteriores e a versão montada para a América Latina. Na primeira, o palco contava com 12 painéis de LED distribuídos ao redor de uma estrutura de 360 graus. Já no continente sul-americano, a configuração prevê apenas quatro telas centrais em formato de cubo. A mudança motivou um abaixo-assinado que ultrapassou 15 mil assinaturas.

Entre as principais preocupações dos fãs, está a possibilidade de que a ausência dos painéis laterais prejudique a visibilidade de quem comprou ingressos para as arquibancadas e os setores mais distantes do palco.

Em nota divulgada em 19 de outubro, a Live Nation Brasil confirmou que os shows do BTS no Brasil, nos dias 28, 30 e 31 de outubro, seguirão o mesmo padrão adotado no restante do continente. A produtora afirmou que o mapa e as informações oficiais permanecem sem alterações, mas não apresentou uma justificativa técnica detalhada para a alteração dos telões.


Segundo informações divulgadas pelo BNews São Paulo nesta quarta-feira (21), a Promotoria de Justiça do Consumidor instaurou um procedimento preparatório após receber mais de 140 manifestações sobre o caso e solicitou um prazo de 48 horas para que a Live Nation e a Ticketmaster prestem esclarecimentos. O órgão também questiona possíveis divergências entre o mapa de setores divulgado na venda dos ingressos e uma planta técnica publicada no Diário Oficial, que mencionava as áreas “PIT 1” e “PIT 2”, ausentes do material comercial.

Em relação à configuração dos setores, o Ministério Público recomendou que as condições anunciadas sejam respeitadas e que consumidores que não aceitarem eventuais alterações tenham direito ao ressarcimento integral, conforme os termos da recomendação.

Em manifestação publicada nesta quinta-feira (22), a Prefeitura de São Paulo afirmou que a organização da estrutura interna dos shows é de responsabilidade da Live Nation e informou que encaminhará os esclarecimentos solicitados pelo Ministério Público dentro do prazo estabelecido. As apurações seguem em andamento, e a abertura do procedimento não significa que uma irregularidade já tenha sido comprovada.

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