Depois de décadas de encontros, Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam “Vice-Versa”, álbum inédito
Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançaram nesta terça-feira (22) “Vice-Versa”, primeiro álbum realizado em conjunto pelos dois artistas. O trabalho reúne 11 faixas e chega às plataformas digitais acompanhado do anúncio de uma turnê pelo Brasil, prevista para março e abril de 2027.

Adriana Calcanhoto e Arnaldo Antunes para a capa de “Vice-versa”. Imagem: Divulgação.
Apesar de “Vice-Versa” ser o primeiro disco assinado pela dupla, a parceria entre Adriana e Arnaldo não é recente. Os dois se conhecem desde a década de 1990 e já dividiram palcos e trabalhos ao longo das últimas décadas. Até então, porém, tinham apenas uma composição conjunta: “Para Lá”, lançada em 2006.
Agora, essa trajetória em comum ganha outro formato. Em vez de construir o projeto a partir de sucessos já conhecidos, os artistas decidiram partir do zero e criar um repertório especialmente para o álbum. A escolha dá ao encontro uma característica interessante: “Vice-Versa” não funciona apenas como uma celebração de duas carreiras consolidadas, mas como uma tentativa de descobrir o que pode surgir quando os dois processos criativos são colocados lado a lado.
UM ÁLBUM CONSTRUÍDO A QUATRO MÃOS
“Vice-Versa” conta com 10 canções inéditas e uma regravação de “Sorriso Livro”, música lançada originalmente pela Timbalada. Entre as composições está “Na Minha Carne Viva”, assinada por Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes e Marisa Monte.
A produção musical ficou a cargo de Pupillo, que também participa das gravações. O disco conta ainda com músicos como Vitor Araújo, Pedro Sá e Tomé Antunes. A sonoridade passa por diferentes referências da música brasileira, incluindo elementos de MPB, samba, rock e timbalada.
A própria estrutura do repertório ajuda a entender o título escolhido para o projeto. “Vice-Versa” trabalha com ideias de contraste e complementaridade, colocando lado a lado características diferentes dos dois compositores. Em algumas faixas, essa relação aparece justamente na combinação entre elementos aparentemente opostos, enquanto outras apostam na repetição e no uníssono das vozes.
Essa construção é um dos pontos que tornam o disco particularmente curioso. Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes possuem identidades muito reconhecíveis individualmente, mas o álbum não parece interessado em apagar essas diferenças para criar uma sonoridade completamente homogênea. Pelo contrário, é justamente o encontro entre essas características que sustenta a proposta.
Entre as faixas estão “Agora Juntos”, “Na Minha Carne Viva”, “Também Capaz”, “As Bancas de Jornais”, “Contemplando a Folia”, “Não Me Dão” e “Não Me Deu”, além de “Sorriso Livro”. O repertório aborda temas como autonomia, excesso de informações, violência, introspecção e relações humanas.

Adriana Calcanhoto e Arnaldo Antunes em ensaio do álbum. Imagem: Divulgação/ Leo Aversa
“VICE-VERSA” CHEGA AOS PALCOS EM 2027
A turnê “Vice-Versa” terá produção da 30e e passará por seis cidades brasileiras entre março e abril de 2027. A estreia acontece em 6 de março, no Espaço Unimed, em São Paulo, seguida por apresentações no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Curitiba.
Confira as datas:
- 6 de março de 2027 — São Paulo (SP), Espaço Unimed
- 20 de março de 2027 — Rio de Janeiro (RJ), Qualistage
- 3 de abril de 2027 — Belo Horizonte (MG), Minascentro
- 10 de abril de 2027 — Recife (PE), Teatro Guararapes
- 23 de abril de 2027 — Porto Alegre (RS), Auditório Araújo Vianna
- 24 de abril de 2027 — Curitiba (PR), Teatro Positivo
A pré-venda para clientes do Itaú começa nesta quarta-feira (23), às 10h, enquanto a venda geral dos ingressos será aberta na sexta-feira (25), ao meio-dia. A turnê tem realização da 30e e apresentação do Itaú Live.

Cartaz de divulgação da turnê “Vice-versa”. Imagem: Divulgação.
“Vice-Versa” chega, portanto, como a materialização de uma parceria que já atravessava diferentes momentos das carreiras de Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes. O diferencial está em não olhar apenas para aquilo que os dois já fizeram: o disco nasce justamente da disposição de experimentar uma criação compartilhada.
Depois de tantos anos em que suas trajetórias se encontraram de diferentes maneiras, o primeiro álbum conjunto transforma essa proximidade em um repertório próprio. Agora, cabe aos palcos mostrar como essas novas canções vão se relacionar com aquilo que o público já conhece de cada artista.
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