Sabrina Carpenter é capa da Interview e fala de “Man’s Best Friend”, perfeccionismo e medos
Nesta terça-feira (02), a revista Interview revelou a capa de sua edição de setembro, estrelada por Sabrina Carpenter. A cantora foi fotografada por Brianna Capozzi, com styling e entrevista conduzidos pelo renomado Mel Ottenberg, ex-stylist de Rihanna.

Sabrina Carpenter é capa da revista Interview. Imagem: Brianna Capozzi.
Na conversa, Sabrina abordou diversos temas, entre eles seu gosto musical atual, os álbuns “Short N’ Sweet” e “Man’s Best Friend“, as diferenças criativas entre os dois projetos, a reação do público à capa do disco mais recente, além de seu processo artístico, perfeccionismo e medos pessoais.
Sobre suas referências musicais, Carpenter destacou a forte ligação com os anos 1970: “É praticamente tudo o que eu sei ouvir. Foi com isso que fui criada. Ultimamente, tenho ouvido muito Blue Nile. Os anos 70 são onde encontro muitas músicas reconfortantes. Obviamente, meu amor por bandas como Fleetwood Mac e ABBA é infinito, mas estou me divertindo muito descobrindo novos álbuns”.
A artista contou que, em sua conta do Spotify, costuma ouvir músicas antigas e ainda cultiva o hábito de frequentar lojas de discos: “Eu encontro no Spotify e vou a lojas de discos, mas concordo que é muito mais fácil agora e há tantos artistas aos quais você volta e pensa: ‘Isso não foi um sucesso? É um sucesso para mim’.”
Ao falar sobre seu processo de composição, Sabrina ressaltou que prioriza a honestidade acima da busca por hits: “Quer dizer, tive muita sorte que as pessoas tenham se interessado pelo último álbum da maneira que fizeram. Isso realmente me fez escrever mais, porque me senti mais compreendido. Contanto que as músicas sejam honestas para mim, é isso que importa. Sempre penso em vídeos quando estou compondo, mas a ideia do que vem depois de fazer a música é difícil de pensar no momento. Eu simplesmente faço e vejo o que acontece”.
Ela também explicou as diferenças criativas entre seus dois últimos discos: “Short N’ Sweet foi muito difícil para mim decifrar. Era multigênero. Era uma espécie de álbum introdutório a um novo capítulo da minha vida, mas também não parecia um álbum autointitulado. Levei muito tempo para criar o título e o visual que o acompanhasse. Este foi uma lufada de ar fresco nesse sentido. Senti que realmente sabia, desde o princípio, o que estava fazendo e o que queria”.
Sobre a polêmica em torno da capa de “Man’s Best Friend“, Carpenter foi enfática: “Para ser completamente transparente, não faço nada antecipando a reação. Só faço coisas que me tocam, que parecem certas e que fazem sentido quando você ouve a música. Quando criei a imagem para ela, ficou muito claro para mim o que significava. Então, a reação é fascinante para mim. Você simplesmente observa tudo se desenrolar e pensa: ‘Uau’.”
A cantora revelou ainda que a criação do álbum ocorreu em diferentes cidades: “Comecei em Los Angeles logo depois de terminar “Short N’ Sweet“. Depois, fiquei em Londres por um tempo e depois vim e terminei o álbum em Nova York e Los Angeles. Foram três lugares diferentes; todos me inspiraram de maneiras tão diferentes. Acho que esse é um dos principais motivos pelos quais o álbum soa como soa”.
Questionada sobre onde encontra inspiração, Sabrina brincou com sua rotina criativa: “Em todos os lugares. Infelizmente, geralmente é bem na hora de dormir que penso na maioria das minhas ideias. Às vezes, passo a noite na casa da minha amiga e ela está do meu lado, roncando sem parar, e eu fico gravando mensagens de voz no meu celular ao lado dela, tentando não acordá-la. [Risos]”.
Sobre seu perfeccionismo, ela refletiu: “Posso ser, sim. Mas com este álbum, comecei a me perguntar: o que significa perfeito? E é melhor ou pior? Para mim, as músicas deste álbum são perfeitas em suas imperfeições, mas outras pessoas que estão ouvindo podem pensar diferente. Sei que haverá pessoas que irão criticá-lo, porque esse é o mundo incrível em que estou agora. [Risos] Isso me consome. Quando faço um álbum, cada pequeno aspecto é algo em que estou pensando, então eu poderia fazer isso por mais seis meses, mas tentei não fazer isso desta vez. Eu me esforcei muito, muito mesmo durante os poucos meses que tive para terminar tudo, e depois deixei para lá”.
Por fim, Carpenter compartilhou seus maiores medos: “Eu diria que tenho medo de ser mal interpretada, mas já passei desse ponto. Acho que o que me assusta é não passar tempo suficiente com as pessoas que amo. E como trabalho tanto, é difícil conciliar a vida. Isso me assusta às vezes — e aranhas também.”
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