Taylor Swift lida com perseguidor de alto risco

segunda-feira, 22 de setembro de 2025
por Alice Arruda

Nesta segunda-feira (22), o Yahoo Notícias publicou uma reportagem revelando que Taylor Swift está sendo alvo de um perseguidor descrito como extremamente perigoso e difícil de rastrear. A situação teria sido o motivo de a artista comparecer a um jogo do Kansas City Chiefs — equipe de seu noivo, Travis Kelce — protegida por uma estrutura à prova de balas, semelhante às usadas em aparições presidenciais.

Taylor Swift em foto promocional para o "The Official Release Party of a Showgirl". Imagem: Divulgação.

Taylor Swift em foto promocional para o “The Official Release Party of a Showgirl”. Imagem: Divulgação.

Segundo a publicação, a cantora vive em estado de vigilância permanente, o que reforçou ainda mais seu já rigoroso sistema de segurança. Para tentar localizar o perseguidor, identificado como Brian Jason Wagner, de 45 anos, natural do Colorado, Swift teria contratado uma investigadora particular. O homem afirma, de forma delirante, que a artista é mãe de um filho dele. A cantora já possui contra Wagner uma ordem de restrição temporária.

Em documentos judiciais obtidos pelo Daily Mail, a investigadora Brooke Berg relatou ter feito inúmeras tentativas de contato, todas sem sucesso, para informar sobre uma audiência marcada para 22 de setembro.

Até a data desta declaração, o Requerido não respondeu à ligação telefônica ou às mensagens de texto de 15 de setembro de 2025”, escreveu ela.

As buscas incluíram ligações, mensagens, visitas a antigos endereços, consultas a bancos de dados e conversas com vizinhos e proprietários anteriores. Nada levou ao paradeiro de Wagner, levando Berg a concluir que ele estaria “em trânsito ou ocultando ativamente seu paradeiro”.

Apesar de meses de esforço, os rastros se mostraram inúteis. Até quando um número de telefone foi identificado, a pista esfriou rapidamente, sugerindo que Wagner sabe como manipular brechas do sistema para permanecer invisível.

A primeira ordem de restrição contra ele foi emitida em junho e depois prorrogada. O pedido citava “violência ilegal, ameaça crível de violência ou perseguição”.

Fontes próximas relatam o crescente desconforto de Swift. Sua equipe mantém vigilância redobrada, não apenas pelo histórico de perseguições, mas também porque a cantora foi recentemente alvo de grupos digitais de extrema direita conhecidos como Groyper.

À medida que essa saga continua com seu perseguidor, ela terá precedência sobre tudo o que faz em sua vida e carreira até que seja completamente resolvida nos tribunais e por meio de quaisquer medidas autoritárias”, declarou outra fonte.

A pressão vem impactando até a divulgação de seu novo álbum, “The Life Of A Showgirl“, que será lançado em 3 de outubro. A agenda promocional precisou ser ajustada, com projetos reduzidos ou adiados conforme a gravidade das ameaças analisadas por sua equipe de segurança.

Em contatos anteriores, Wagner fez alegações perturbadoras. Disse que “deveria fazer algo a respeito dela” e afirmou que “deveria morar na casa de Swift” e “trabalhar para Swift”, chegando a se dizer indignado com a ordem de restrição. Foi seu último contato com Berg, sem fornecer endereço ou qualquer pista concreta.

Os documentos judiciais ainda revelam centenas de e-mails, mensagens de texto e fotos enviadas por Wagner para uma conta ligada a fãs da cantora. Ele teria aparecido em residências de Swift, desviado correspondências e até falsificado registros do DMV para associar sua carteira de motorista ao endereço da artista em Los Angeles. Em mensagens, referia-se a ela como “Esposa” e “mãe de seu bebê”.

Em julho de 2024, ele teria chegado à casa da cantora com uma garrafa de vidro “que poderia ter sido usada como arma”. Swift, no entanto, reiterou nunca ter tido qualquer tipo de contato com Wagner.

A escalada de sua obsessão — de mensagens digitais a invasões físicas — aumenta o clima de insegurança em torno da artista. O assassinato recente do ativista conservador Charlie Kirk agravou o medo da cantora, já que ela vinha recebendo mensagens de ódio de grupos semelhantes.

Taylor estava preocupada porque recebeu mensagens de ódio dos mesmos tipos de grupos extremistas”, disse uma fonte. “O assassinato de Charlie e a estranheza com seus perseguidores são os motivos pelos quais ela tomará medidas sérias para aumentar sua segurança.”

O portal The Blast ainda relatou que Wagner esteve na residência da cantora em maio, afirmando ter ido “visitar um amigo”. Posteriormente, descobriu-se que ele havia passado pela prisão, de onde continuou enviando mensagens e fabricando narrativas sobre uma suposta relação com Swift.

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