The Town: Capital Inicial canta clássicos de sua carreira e protesta contra a PEC da impunidade no palco Skyline

domingo, 7 de setembro de 2025
por Alice Arruda

Neste domingo (07), dia dedicado ao Rock no The Town, o Capital Inicial abriu o segundo dia de shows no palco Skyline, em São Paulo. A banda brasiliense apresentou uma setlist composta majoritariamente por faixas lançadas nos anos 1980 e início dos anos 2000, celebrando clássicos de sua trajetória, ainda que sem grandes novidades no repertório.

Capital Inicial durante sua apresentação no The Town. Imagem: Reprodução.

Capital Inicial durante sua apresentação no The Town. Imagem: Reprodução.

O show começou com “Piscopata”, de 1986, faixa do álbum de estreia que deu início à apresentação em clima de pura energia. Na sequência, vieram músicas carregadas de crítica social, como “Saquear Brasília“, de 2012, que foi ovacionada pelo público.

A data de 07 de setembro também foi lembrada com “Independência”. Antes da execução, Dinho Ouro Preto desejou ao público um feliz Dia da Independência e exaltou a democracia brasileira diante das ameaças autoritárias que ainda persistem.

A sequência do repertório trouxe “Veraneio Vascaína”, “Quatro Vezes Você” e “Olhos Vermelhos”, faixas que levantaram a energia do público.

Um dos pontos altos do show ocorreu quando a banda entoou “Primeiros Erros (Chove)”. O público cantou em coro desde os primeiros versos, transformando a performance em um momento de emoção coletiva.

 

 

Outro momento marcante veio com “Que País é Este“, clássico do Legião Urbana eternizado na voz de Renato Russo, que se tornou um hino de resistência contra a ditadura militar. Durante a canção, o Capital Inicial protestou contra a PEC da impunidade — proposta que pretende blindar políticos corruptos da Justiça — reafirmando a tradição da banda de usar seus shows como espaço de contestação política.

Entre nostalgia, protesto e celebração, o Capital Inicial entregou uma apresentação fiel às suas raízes, reafirmando sua relevância histórica no Rock nacional. Mais do que um show, a banda ofereceu um manifesto sonoro que atravessa gerações, lembrando que sua música segue viva, pulsante e necessária em um cenário onde conservadorismo e resistência caminham lado a lado.

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