Feid detalha o EP “FEID vs FERXXO” e antecipa parceria com The Kid Laroi em entrevista ao Genius
Consolidado como um dos principais expoentes da música latina contemporânea, Feid atravessa uma fase de reinvenção artística e pessoal. Em entrevista ao Genius, o cantor, compositor e produtor colombiano abordou o processo de reconexão com suas origens, refletiu sobre o impacto de sua trajetória e revelou detalhes de uma colaboração inédita com The Kid LAROI.

Feid para a Billboard Latin. Imagem: SISMATYC/Reprodução.
Ao comentar o momento atual de sua carreira, o artista destacou o equilíbrio entre maturidade e satisfação criativa:
“Estou me reconectando comigo mesmo, com meus fãs e com o que eu gostava quando comecei a fazer música”, disse o cantor. “Sinto que estou em uma fase da minha vida em que estou me divertindo. Estou muito feliz com o que estou fazendo. Tem sido um período muito produtivo e gratificante.”
Antes de se tornar Feid ou assumir a persona FERXXO, o artista nasceu como Salomón Villada Hoyos, em Medellín. Sua formação musical foi profundamente influenciada por grandes nomes do reggaeton, como Daddy Yankee, Don Omar, Tego Calderón e Wisin & Yandel. Ao longo dos anos, também testemunhou a consolidação de Medellín como polo do reggaeton colombiano, acompanhando a ascensão de artistas como J Balvin e Maluma.
Sua entrada na indústria ocorreu nos bastidores, como compositor. Feid participou ativamente da internacionalização do gênero ao integrar o time criativo de “Energía” (2016), de J Balvin, assinando a faixa “Ginza”. Em contrapartida, Balvin colaborou em “Que Raro”, single de Feid lançado no mesmo ano.
O artista relembra esse período como essencial para sua formação artística:
“Acredito que meu tempo como compositor seja a coisa mais importante e valiosa que tenho”, diz o artista. “Hoje, percebo que isso ajudou a moldar meu caráter na hora de criar uma música ou tomar decisões sobre a introdução, o refrão ou a perspectiva de uma canção. Tenho muita experiência em fazer música. Me sinto muito privilegiado por ter vivido esse capítulo da minha vida como compositor.”
Em 2020, durante a pandemia de COVID-19, Feid lançou “FERXXO (Vol 1: MOR)”, projeto que apresentou uma sonoridade lo-fi e introduziu oficialmente seu alter ego, além de consolidar uma identidade estética marcada pelo verde. O single “PORFA” ganhou projeção global ao viralizar no TikTok. Já em 2022, após um vazamento, o artista lançou “Feliz Cumpleaños FERXXO Te Pirateamos El Álbum“, trabalho que ampliou ainda mais sua presença nas paradas.
Mais do que números, o impacto cultural de sua música se reflete na maneira como a Colômbia passou a ser percebida internacionalmente. Entre seus maiores sucessos, “Feliz Cumpleaños Ferxxo” e “Normal” contribuíram para reposicionar a imagem do país.
“É especial para mim que possamos mudar a cara de um país que era associado a coisas ruins”, diz Feid. “Estamos fazendo essa mudança por meio das nossas artes, esportes e música, que estão trazendo mais amor ao mundo do que antes. Estou feliz que muitos jovens queiram ir aos meus shows e se identifiquem com minhas letras sobre amor, desilusão amorosa e superação de momentos difíceis.”
Lançado em março, o EP “FEID vs FERXXO” dá início a uma série de quatro projetos que irão compor seu próximo álbum de estúdio. O trabalho explora a dualidade entre suas duas identidades artísticas.
Segundo o cantor, FERXXO representa sua faceta mais “enérgica”, associada a um reggaeton “intenso”, presente em faixas como “Que Vuelta Vox”, “El Hexxo” e “Medellín Takai”, esta última em colaboração com o rapper japonês Yuki Chiba. Já Feid encarna seu lado mais “musicalmente aventureiro”, explorando sonoridades distintas em músicas como “La Mejor Música” e “Boleritoxx”, incursão no bolero clássico.
Sobre essa última, ele afirma: “Foi uma honra compor um bolero que meus pais se orgulham de ouvir”.
A fusão entre essas identidades ganha força em “TRANKAITO”, faixa que homenageia o reggaeton tradicional que moldou sua trajetória.
“Nos últimos anos, eu disse a mim mesmo que, quando falarem de mim no futuro, ou quando eu não estiver mais aqui, quero ser lembrado entre esse grupo de ícones como Daddy Yankee, Don Omar, Tego Calderón e Wisin y Yandel”, diz ele. “Obviamente, Bad Bunny faz parte desse grupo, assim como muitos outros artistas que se conectaram com o reggaeton da velha guarda. Mesmo não pertencendo àquela geração, quero ser lembrado entre eles, com o som daquela época.”
Além da música, Feid tem investido intensamente em seu bem-estar físico. Conhecido por sua energia nos palcos, o artista chegou a estabelecer um recorde mundial do Guinness World Records ao percorrer 10 km durante um show em 2024. Sua presença também se expandiu para a moda, incluindo uma performance no desfile de Willy Chavarria durante a Paris Fashion Week.
No Ultra Music Festival, em Miami, o cantor chamou atenção ao subir ao palco sem camisa durante a apresentação de “CHICA 305”, ao lado de John Summit, evidenciando sua forma física e ampliando sua conexão com o público. Nas redes sociais, onde é tratado como galã, fãs frequentemente exaltam sua beleza, o que lhe rendeu o apelido de “Feid Pro Max”.
“É estranho para mim, porque nunca me vi dessa forma, mas se meus fãs gostam, não vou parar de mostrar isso a eles”, diz Feid. “Isso reflete o quanto tenho me dedicado a uma vida saudável, tomando café, malhando e cuidando de mim mesmo. Esta é a minha melhor versão. Se isso puder inspirar as pessoas a se esforçarem para melhorar, então fico feliz que me façam todos os elogios, bajulações ou flertes que quiserem.”
O artista também confirmou colaborações futuras com Cypress Hill e The Kid LAROI, destacando a versatilidade do cantor australiano:
“Com o The Kid LAROI, vai ser interessante quando vocês ouvirem o que fizemos, porque ele canta reggaeton e faz isso de um jeito incrível”, diz Feid. “Sonho com mais artistas cantando em espanhol e conhecendo minha cultura e minha cidade. Mais do que tudo, quero deixar minha marca na minha comunidade.”
Ao equilibrar identidade, inovação e propósito, Feid não apenas consolida sua relevância global, mas também projeta um legado que transcende a música e reafirma o poder cultural do reggaeton.
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