Lykke Li lança “The Afterparty”, seu novo álbum de estúdio
Lykke Li lançou, nesta sexta-feira (8), seu sexto álbum de estúdio, “The Afterparty”. Com nove faixas e 24 minutos de duração, o novo trabalho revela um lado mais cru da artista, explorando sentimentos desconfortáveis, conflitos internos e fragilidades que raramente apareceram com tanta clareza em sua discografia.

Lykke Li em foto promocional para o álbum “The Afterparty”. Imagem: Divulgação.
Ao apresentar o disco, Lykke Li definiu o conceito que orienta o projeto. “Percebo que estamos numa era em que todos falam sobre ‘meu eu superior’… Que se dane isso. Este é um álbum que lida com o seu eu inferior: sua necessidade de vingança, sua vergonha, seu desespero. É uma jornada através de todas as emoções repugnantes e pegajosas. É uma jornada pela noite, na esperança de encontrar o amanhecer, e é o amanhecer de si mesmo também”.
Musicalmente, “The Afterparty” amplia a escala de produção em relação ao intimismo de “EYEYE”. Se o álbum anterior foi concebido em ambiente doméstico, o novo projeto investe em uma sonoridade mais expansiva, com múltiplos percussionistas, vozes de apoio, diferentes camadas instrumentais e uma seção de cordas formada por 17 músicos.
A abertura com “Not Gon Cry” estabelece imediatamente esse ambiente. A faixa conduz o ouvinte por uma combinação de electro, soul e disco, apresentando a energia intensa que atravessa boa parte do álbum.
“Happy Now” surge como destaque do álbum. Sustentada por harmonias amplas e uma energia pop contagiante, a canção contrasta sua leveza sonora com a tensão emocional da letra, em que o amor aparece como dependência e uma presença constante.
“Future Fear” surge como o ponto mais baixo do álbum, em um momento de caráter mais experimental, com Lykke Li explorando distorções vocais, reverberações e ruídos eletrônicos sobre uma base delicada. “Happy I Could Die” funciona como uma pausa mais introspectiva antes de “Sick Of Love”, enquanto “Knife In the Heart” devolve intensidade ao álbum, com uma batida mais forte.
O encerramento fica por conta de “Euphoria”, uma das faixas mais intimistas do projeto. Ao comentar a canção, a artista a comparou à cena final de Titanic. “onde o barco está afundando e todos sabemos que eles vão morrer, mas o quarteto de cordas ainda toca uma última música”. Em clima contido, voz, guitarra, violoncelo e flauta acompanham os versos finais: “Querido, eu carregarei sua tristeza em meus ombros”.
Embora rumores recentes tenham levantado a possibilidade de este ser seu último álbum, Lykke Li não confirmou nem descartou a hipótese. Independentemente do que vier adiante, “The Afterparty” reúne temas como conflito e vulnerabilidade em um trabalho que reafirma a capacidade da artista de transformar desconforto em arte.
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