Mês da Visibilidade Bissexual: 5 artistas que dão voz ao orgulho bi
No dia (23) de setembro, a comunidade LGBTQIA+ celebra o Dia da Visibilidade Bissexual. Criada em 23 de setembro de 1999, por ativistas dos Estados Unidos a data busca dar visibilidade às pessoas que sentem atração por mais de um gênero. Abrindo espaço para discutir a homofobia, o apagamento da identidade bissexual e os preconceitos enfrentados pela comunidade, tanto dentro quanto fora do movimento LGBTQIA+.

Cantor Jão segurando a Bandeira do orgulho bissexual durante a turnê “Pirata” em 2023. Imagem: Divulgação
Para celebrar essa data e destacar a importância da representatividade bissexual no pop brasileiro, reunimos cinco artistas que fazem parte da comunidade bissexual e utilizam suas trajetórias e suas vozes para ampliar a visibilidade e abrir espaço para novas conversas.
1 – Preta Gil

Preta Gil em imagem publicada nas redes sociais. Imagem: @alexsantanaphotographer / Instagram.
Preta Gil foi uma das cantoras brasileiras que mais se posicionou pela visibilidade bissexual ao longo de sua trajetória. Preta sempre foi aliada da comunidade e nunca teve medo de falar sobre seus relacionamentos com outras mulheres.
Inclusive, a cantora costumava relembrar com muito humor a paixão que viveu pela cantora Ana Carolina durante um período de sua vida. Embora as duas nunca tenham se relacionado, o sentimento platônico acabou inspirando uma de suas maiores músicas “Sinais de fogo” lançada em 2003.
A história ganhou ainda mais repercussão entre o público LGBTQIA+, que passou a enxergar na canção uma narrativa sobre desejo, afeto e amor entre mulheres.
2 – JÃO

Jão em imagem promocional do álbum “Memórias Póstumas”. Foto: Divulgação.
Desde o início de sua carreira, Jão fala diretamente sobre os preconceitos enfrentados em torno da bissexualidade, inclusive dentro da própria comunidade LGBTQIA+. Além disso, o cantor já destacou como pode ser difícil para um homem assumir publicamente sua bissexualidade, especialmente diante das expectativas e dos estereótipos relacionados à masculinidade.
Nesse sentido, o cantor também utiliza sua música para transformar essas experiências em narrativa. Na faixa “Meninos e Meninas”, do álbum Pirata, lançado em 2021, Jão aborda de forma explícita sua vivência e fala sobre afeto, desejo e liberdade para amar.
A canção reforça a importância de naturalizar diferentes formas de viver a sexualidade e amplia a visibilidade bissexual no pop brasileiro.
3 – Ludmilla

Capa oficial de “FRAGMENTOS”. Imagem: Divulgação.
Apesar de uma parcela do público associar Ludmilla à comunidade lésbica por seu relacionamento com Brunna Gonçalves, assumido publicamente em 2019. A cantora já falou abertamente sobre sua sexualidade e afirmou se identificar como uma mulher bissexual.
Ludmilla sempre deu grande visibilidade às comunidades LGBTQIA+. Ao longo da carreira, a cantora também transformou seu relacionamento em parte de sua narrativa artística. A faixa “Maldivas”, lançada em 2022, é uma declaração de amor para a esposa e levou a história de amor das duas para a música.
Por outro lado, a trajetória afetiva de Ludmilla também inclui relacionamentos com homens, em 2018, a cantora viveu um relacionamento heterossexual público. Da mesma forma, na faixa “Morrer de Viver”, Ludmilla explora o desejo sexual por um homem.
Entretanto, a cantora também já questionou a necessidade de se prender a rótulos. Para Ludmilla, a sexualidade não deve limitar a maneira como cada pessoa escolhe viver seus afetos.
4- Pedro Sampaio

Pedro Sampaio em registro publicado em suas redes sociais. Foto: Reprodução/Instagram.
Pedro Sampaio se declarou publicamente bissexual durante sua apresentação no Lollapalooza Brasil, em 2023. O DJ aproveitou um espaço de grande alcance para falar abertamente sobre sexualidade e destacar a importância de ampliar o debate sobre a comunidade LGBTQIA+.
Além disso, Pedro chamou atenção para a falta de conhecimento que ainda existe sobre o assunto. Ao falar sobre sua própria experiência, o artista também ajudou a levar essa discussão para um público mais amplo.
Depois disso, levou a experiência para a própria música. Na faixa “POCPOC”, lançada em 2023, Pedro Sampaio explora a atração por homens e mulheres, levando sua bissexualidade também para sua narrativa artística.
5 – Carol Biazin

Carol Biazin em imagem promocional. Imagem: Divulgação.
Carol Biazin é uma das referências aliadas da cultura pop brasileira. Apesar da cantora não se identificar como bissexual, ao longo da carreira, a cantora tem usado sua música e sua trajetória para ampliar as discussões sobre visibilidades dentro da comunidade LGBTQIA+.
Além disso, Carol se tornou uma importante voz para a representatividade bissexual na música brasileira, especialmente ao transformar suas próprias experiências com mulheres em canções. Durante a faixa “Te Amo Sem Culpa”, lançada em 2025, Carol transforma o amor entre mulheres em uma declaração de liberdade.
Para ela, sua sexualidade faz parte de quem é, mas não deveria limitar a forma como o público enxerga seu trabalho, reforçando a importância de não reduzir uma pessoa à sua orientação sexual.
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