Agosto no Repeat: os lançamentos favoritos da equipe do Poptivo

quarta-feira, 2 de setembro de 2026
por Poptivo Redação

Ao contrário de julho, agosto trouxe poucos lançamentos de grande impacto na cena nacional e internacional. Ainda assim, alguns trabalhos se destacaram, e esta seleção reúne os projetos mais ouvidos pela nossa equipe de redatores e criadores de conteúdo ao longo das últimas semanas, com base em nossas preferências pessoais.

Karol G, FLO, Ayra Starr e Carol Biazin em imagens promocionais. Fotos: Divulgação.

Karol G, FLO, Ayra Starr e Carol Biazin em imagens promocionais. Fotos: Divulgação.

Karol G — No Me Arrepiento De Sentir Tanto

Uma guinada corajosa marca o sexto álbum de estúdio da estrela colombiana. Sem romper completamente com suas origens, Karol G expande seu universo sonoro ao transitar pelo pop alternativo, hyperpop e dream pop, sem deixar de lado a cúmbia e o reggaeton. O fim do relacionamento de três anos com o cantor, compositor e produtor Feid conduz a narrativa do disco, levando o ouvinte por uma jornada visceral de raiva, saudade e cura.

Ryan Castro — “Mentira” (feat. Feid)

Para o primeiro single de seu próximo álbum, Ryan Castro se une ao também colombiano Feid. A faixa retrata o fim de uma relação marcada por mentiras e desconfiança, contrastando a carga dramática da letra com uma fusão vibrante de reggae e reggaeton.

Danna — Wet Dreams

O segundo capítulo da trilogia VISIONS, de Danna, é marcado por sensualidade, liberdade e empoderamento. Entre o electropop, o synth-pop e o italo disco, o grande ápice do EP fica por conta de “DOLCE VITA”, colaboração com Belinda que celebra a união feminina e enterra de vez velhas rivalidades alimentadas pela mídia.

KATSEYE — “Hootie Frutti”

Este single é um dos grandes destaques do EP “Wild”. Construído sobre percussões aceleradas de funk brasileiro e graves colossais, o maximalismo se manifesta nos sintetizadores marcantes e nos vocais processados, além de um refrão chiclete. Com versos em português na abertura, o KATSEYE recorre a metáforas afiadas e duplos sentidos para celebrar a autoconfiança.

Marina Sena — “Taiobeiras (folha grande)”

Fruto da parceria com a grife espanhola Bershka, este single conecta moda e música. A fusão de pop e MPB valoriza as raízes de Marina Sena, que deu à faixa o nome de sua cidade natal, no norte de Minas Gerais, em uma celebração vibrante de identidade e autenticidade.

Carol Biazin — Assumo Os Riscos

O encerramento da era “No Escuro, Quem É Você?” chega com a coragem de quem aceita as incertezas do futuro. Entre o pop contemporâneo e o R&B, o EP assume um tom experimental, sustentado por arranjos orgânicos, e revela o lado mais audacioso de Carol Biazin.

Phoebe Bridgers — Lost Weekend

A dor pela morte do pai define a atmosfera melancólica deste álbum de Phoebe Bridgers. Ainda assim, mesmo diante das adversidades, a cantora encontra espaço para um novo amor e para reflexões sobre o envelhecimento e a maturidade, combinando a delicadeza do indie folk com elementos sutis de country e música eletrônica.

Rebecca Black — “Michael”

Prestes a lançar o álbum “Age of the Exhibitionist”, que chega às plataformas digitais em 4 de setembro, Rebecca Black mergulha no synth-pop e no new wave oitentista. Especulada como uma referência a Michael Polansky, a faixa ironiza a busca pelo parceiro perfeito e contrapõe essa idealização com uma afirmação vibrante de autossuficiência.

Carly Rae Jepsen — “Don’t Leave On The Dance Floor”

O novo single de Carly Rae Jepsen aborda o medo do abandono e a busca por reconciliação, antecedendo o álbum “Day And Night”, com lançamento confirmado para 18 de setembro. Inspirada pelo disco pop dos anos 70 e 80, a música incorpora elementos característicos da sonoridade do ABBA em uma produção dançante voltada para as pistas.

Ayra Starr — Starrgirl

O orgulho das próprias raízes e o empoderamento feminino são temas centrais do terceiro álbum de estúdio de Ayra Starr. A sonoridade combina afrobeats e afropop com elementos de R&B, dancehall e amapiano, enquanto as letras abordam autodescoberta, amadurecimento, paixão, saudade, desejo e insegurança.

Only Fire — Hoe Weekend

Voltado para a cultura dos clubes, o segundo álbum do DJ croata Only Fire transita entre a música eletrônica e o dance-pop para celebrar a cultura queer, o sexo e a vida noturna. A produção combina influências de electropop, hip house e electro.

Girls Aloud — “What’s A Girl To Do”

Como antecipação dos 20 anos de “Tangled Up”, quarto álbum de estúdio do Girls Aloud, a faixa resgatada pelo girl group transforma a desilusão amorosa em uma declaração de autonomia. Com uma sonoridade electropop, a resposta para a falta de reciprocidade está em deixar o relacionamento para trás e reafirmar o próprio valor.

Arin Ray — LIMBO

Fruto de um período de estagnação e incertezas profissionais, o novo EP de Arin Ray usa o R&B contemporâneo como base para transformar experiências pessoais em faixas introspectivas. O projeto revela uma nova etapa de sua evolução criativa, marcada pela reflexão sobre esse momento de sua carreira.

Bea Miller — “Drunk Enough”

Entre amizade e atração, uma linha tênue se desenha neste single de indie pop de Bea Miller. A artista retrata a confusão emocional e o escapismo de dois amigos que hesitam em encarar a realidade do que sentem.

Mariah Carey — “Didn’t Mean To Turn You On” (feat. Rochelle Jordan)

Em celebração aos 25 anos de “Glitter”, trilha sonora do filme de 2001 protagonizado por Mariah Carey, a parceria com Rochelle Jordan combina R&B clássico e elementos eletrônicos. A letra retrata o incômodo feminino quando a gentileza é confundida com segundas intenções.

Tinashe — “Melatonin”

Com acidez e sarcasmo, Tinashe recorre à melatonina, hormônio responsável pelo sono, como metáfora para criticar a falta de reconhecimento ao seu talento. Ao deixar o R&B tradicional em segundo plano e mergulhar cada vez mais na cena clubber underground, a cantora transforma a faixa em um manifesto de autonomia.

KiiiKiii — WhyKiiiKiii

Em um trocadilho com a praia de Waikiki, no Havaí, o título do novo mini-álbum do girl group sul-coreano KiiiKiii apresenta o conceito de uma viagem imaginária de 24 horas. Sob a estética Y2K, as integrantes transitam pelo house, trap-pop e synth-pop enquanto atuam como guias turísticas, conduzindo o ouvinte por seis faixas em que cada etapa marca um horário e um tema do cotidiano da Geração Z.

Ravyn Lenae — Blue Island

Intitulado em homenagem à sua cidade natal, localizada no estado norte-americano de Illinois, o novo álbum de Ravyn Lenae explora o amor, as desilusões e a autodescoberta. O projeto transita pelo R&B alternativo, indie rock e funk, enquanto acompanha o amadurecimento da cantora, sua liberdade para se reinventar e a construção de uma identidade pessoal e artística cada vez mais própria.

Ayra Starr — “Heaven Baby (feat. ZAYN)”

Nesta colaboração, o amor intenso assume contornos de devoção. A faixa funde afropop e R&B para celebrar uma conexão rara, descrevendo a pessoa amada como um ser celestial.

Jorja Smith — What Are The Odds

Longe do soul que marcou parte de sua trajetória, Jorja Smith mergulha no UK garage, house e grime e apresenta uma nova faceta artística. O disco explora temas como amadurecimento, solidão, luto e relacionamentos, transformando a pista de dança em um espaço de refúgio.

FLO — Therapy At The Club

O segundo álbum do trio britânico FLO combina R&B contemporâneo e pop com referências dos anos 2000. Relacionamentos, amadurecimento emocional, amizade feminina e autoconfiança são temas explorados ao longo do projeto, que usa uma noite na pista de dança como metáfora para lidar com as emoções e escapar temporariamente dos problemas.

Priscilla — ECO

Para celebrar 20 anos de carreira, Priscilla explora amor, desejo, desapego, independência e autodescoberta em um projeto intimista, no qual sua performance vocal ganha destaque. A produção combina pop e R&B, resgata referências dos anos 2000 e incorpora sutis elementos de gospel, refletindo um momento de maior maturidade e liberdade pessoal e artística para a cantora.

Sam Smith — Hazel Eyes

O quinto álbum de Sam Smith deixa de lado a sonoridade eletrônica explorada em seus últimos trabalhos para transitar pelo folk, country, pop, R&B, soul, jazz e blues. Dedicado ao noivo, o estilista Christian Cowan, com quem vive um relacionamento há três anos, o trabalho apresenta uma abordagem mais íntima de sua trajetória. Pela primeira vez, o cantor se distancia das desilusões amorosas que marcaram sua obra para cantar sobre a experiência de viver um amor correspondido e feliz.

Krynon — “Chemicals”

O artista brasileiro Krynon combina emo eletrônico, electropop e música alternativa para explorar a vulnerabilidade, a instabilidade e a dependência emocional. Com uma abordagem confessional, a faixa expõe esse conflito interno e a busca por paz.

Troye Sivan — “She’s The Best”

No primeiro single e faixa-título de seu novo álbum, Troye Sivan explora o trip hop para celebrar a pluralidade feminina e queer. O disco chega às plataformas digitais em 9 de outubro.

A faixa apresenta uma mulher livre, autêntica, sexualmente desinibida e segura de si, enquanto exalta suas contradições e imperfeições.

ENHYPEN — “Bloody Paradise (English Version)” [feat. Luísa Sonza]

A colaboração com Luísa Sonza aproxima o septeto sul-coreano ENHYPEN do funk brasileiro em uma fusão com o K-pop. Desejo, paixão e entrega marcam uma relação intensa, na qual dois amantes encontram refúgio um no outro enquanto atravessam um momento turbulento.

DJ EXE & Cacau Chuu — “Que Loucura (Remix)” [feat. Luísa Sonza & Ryan Castro]

O remix do hit viral de DJ EXE e Cacau Chuu combina funk brasileiro e reggaeton em uma canção sobre desejo, sensualidade e liberdade sexual. A participação de Luísa Sonza aproxima a música do pop brasileiro e acrescenta sua abordagem provocativa, enquanto Ryan Castro traz versos em espanhol e enriquece o caráter multicultural da colaboração. O single também marca o segundo lançamento de Ryan Castro voltado ao mercado brasileiro, após “Piña Colada”, com Ludmilla.

Haute & Freddy — “Touch Touch”

Formado por Michelle Buzz e Lance Shipp, o duo de alt-pop Haute & Freddy retorna com seu primeiro lançamento após o álbum de estreia “Big Disgrace”. Inspirada no synth-pop dos anos 1980, a faixa combina sintetizadores marcantes e batidas pulsantes, enquanto a letra aborda a busca por conexão, diversão e intensidade como formas de escapar do vazio e da monotonia.

Por aqui, agosto terminou com esses lançamentos entre os nossos favoritos. Alguns chegaram cercados de expectativa, enquanto outros foram gratas surpresas ao longo do mês. Agora, seguimos de olho no que setembro tem a oferecer.

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