Bad Bunny vira alvo de processo por uso não autorizado de voz, aponta a Rolling Stone
Bad Bunny enfrenta um novo processo judicial por suposto uso indevido de voz em duas de suas músicas. O cantor porto-riquenho é acusado por uma mulher que afirma ter sua voz utilizada sem autorização em faixas lançadas ao longo da carreira do artista. As informações foram divulgadas pela revista norte-americana Rolling Stone.

Bad Bunny em foto promocional. Imagem: Divulgação.
A autora da ação é Tainaly Serrano Rivera, que afirma ter gravado a frase “Mira, puñeta, no me quiten el perreo” a pedido de Roberto Rosado, conhecido artisticamente como La Paciencia, produtor e colaborador frequente de Bad Bunny. Segundo Serrano, à época, ambos eram estudantes de teatro na Universidade Interamericana de Arecibo, em Porto Rico.
De acordo com o processo, Serrano afirma não ter sido informada sobre o destino da gravação nem ter concedido qualquer tipo de autorização formal para o uso de sua voz. Ela sustenta que jamais assinou contratos, licenças ou acordos que permitissem a incorporação do material em obras musicais comerciais.
A frase teria sido utilizada em duas canções do repertório do cantor: “Solo de Mi”, presente no álbum de estreia “X 100PRE” (2018), e “EoO”, faixa do álbum “Debí Tirar Más Fotos“, trabalho recente que recebeu indicação ao prêmio de Álbum do Ano no Grammy 2026.
O processo judicial solicita uma indenização de US$ 16 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 86 milhões, e é direcionado contra Bad Bunny, sua gravadora Rimas Entertainment e o produtor La Paciencia. A ação alega violação de direitos de privacidade, imagem e uso indevido de voz. Até o momento, os representantes dos acusados não se manifestaram publicamente.
Os advogados que representam Serrano são os mesmos que atuaram na ação movida por Carliz De La Cruz Hernández, ex-namorada do cantor, que processou Bad Bunny em 2023 por alegações semelhantes envolvendo o uso não autorizado de sua voz em músicas do artista.
Além do uso nas gravações, Serrano afirma que sua voz vem sendo reproduzida em apresentações ao vivo e explorada comercialmente em produtos promocionais, como camisetas e outros itens de merchandising.
O caso reacende o debate sobre limites legais no uso de vozes em produções musicais e pode se tornar mais um capítulo sensível na trajetória judicial de um dos maiores nomes da música latina contemporânea.
voltar
Tá na boca do povo:



Não fique por fora
