Dua Lipa inaugura hoje em Portugal biblioteca com mais de 100 livros banidos e censurados

sábado, 27 de junho de 2026
por Alice Arruda

A cantora Dua Lipa vai inaugurar neste sábado (27), na cidade do Porto, em Portugal, uma biblioteca. A iniciativa integra o festival internacional de livros BABELL – Cidade dos Livros e marca uma nova etapa do projeto literário Service95.

Dua Lipa em imagem compartilhada nas redes sociais. Foto: Reprodução/Instagram.

Dua Lipa em imagem compartilhada nas redes sociais. Foto: Reprodução/Instagram.

Conhecida por seu envolvimento com a leitura e pela criação do clube do livro Service95, a artista leva agora a proposta digital para um espaço físico.

O projeto mensal, no qual indica obras para leitura e debate, ganhou popularidade ao aproximar especialmente o público jovem da literatura contemporânea e clássica.

Batizada de Biblioteca Manifesto, o espaço ficará na tradicional Livraria Lello e reunirá cerca de 100 títulos que sofreram algum tipo de restrição ou banimento em diferentes contextos históricos e políticos, frequentemente por abordarem temas como raça, sexualidade e direitos da comunidade LGBTQIA+.

Em comunicado à imprensa, Dua Lipa afirmou que o espaço foi concebido como uma curadoria de obras de diferentes países. Ela declarou:

“Quando fundei o Service95 Book Club, minha ambição era que ele se tornasse um lar para escritores e leitores, onde quer que estivessem e quaisquer que fossem suas circunstâncias. Ler o mundo nos aproxima, mas, infelizmente, nem todos são a favor disso.”

A cantora também destacou o caráter simbólico da iniciativa:

“Esta biblioteca é um santuário para livros que desapareceram, para autores cuja coragem desmascara estruturas de poder e controle, e para leitores que se recusam a aceitar que lhes digam qual livro podem ler”, disse. “Porque, às vezes, a atitude mais subversiva que se pode tomar é ler um livro e, depois, conversar sobre ele”.

Entre as obras selecionadas estão O Conto da Aia, de Margaret Atwood, além de títulos de Salman Rushdie e Olga Tokarczuk.

A proposta evidencia o papel da leitura como instrumento de debate e resistência cultural, transformando a biblioteca em um espaço de preservação da liberdade intelectual.

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