Em documentário, Taylor Swift expõe dor por trás de “The Tortured Poets Department”

sábado, 20 de dezembro de 2025
por Alice Arruda

Taylor Swift provou que o sucesso global e o status de bilionária não impedem crises emocionais. Nos novos episódios de “The End Of An Era“, lançados na última sexta-feira (19) pelo Disney+, a cantora detalha como a composição serviu de refúgio e esclarece os bastidores da criação do álbum “The Tortured Poets Department“.

Taylor Swift em foto promoção para o álbum "The Tortured Poets Department". Imagem: Divulgação.

Taylor Swift em foto promoção para o álbum “The Tortured Poets Department”. Imagem: Divulgação.

O 11º álbum de Taylor Swift, composto por 31 faixas, é um projeto duplo e profundamente pessoal. A sonoridade melancólica serve de palco para uma lírica complexa, repleta de referências literárias e camadas introspectivas. Segundo a cantora, a criação deste disco reflete um dos períodos mais desafiadores de sua vida. Sobre o papel vital que a obra desempenhou em sua trajetória, a voz por trás de “Fortnight” desabafou:

Eu realmente acho que compor músicas é um tipo de terapia. Cada álbum representa algo diferente. O álbum ‘The Tortured Poets’ é, tipo, um expurgo de tudo de ruim que eu senti por dois anos.

Em meio à turnê mais lucrativa da história da indústria musical, Taylor atravessava o luto pelo fim de dois relacionamentos, transformando a dor em poesia confessional. O relato presente na produção audiovisual expõe uma desumanização sentida pela artista sob os holofotes, evidenciando o abismo entre a imagem pública e a fragilidade do eu.

Foi um momento muito difícil da minha vida, e as músicas refletem isso. Eu não me sentia como uma pessoa, mas como um grande conglomerado que ninguém vê como um ser humano, principalmente os homens com quem me relaciono. E, nesse processo, eu pensava: ‘Nada… nada funciona. Não tem ninguém para mim no mundo’.

Ao concluir esta etapa, Taylor Swift consagra a criação artística como seu refúgio e ferramenta de cura. O que nasce da solidão e da introspecção acaba por ecoar globalmente, transformando dores particulares em um fenômeno de identificação coletiva que une milhões de fãs.

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