“F.I.G” marca a estreia de Naomi Scott com toque íntimo e nostálgico
Naomi Scott lançou seu aguardado álbum de estreia, “F.I.G”, nesta sexta-feira (20), entregando um projeto de 11 faixas e 29 minutos que mistura memória afetiva e inovação sonora. O disco combina a energia dos sons favoritos da família de Scott nos anos 1980 com as influências do pop alternativo que marcaram sua adolescência, criando uma assinatura musical singular.

Naomi Scott em registro recente divulgado nas redes sociais. Foto: Reprodução/Instagram.
Produzido por Lido, responsável por trabalhos com Ariana Grande, Jordan Ward e Aminé, o álbum transita entre o nostálgico e o contemporâneo, oferecendo uma experiência auditiva refinada e envolvente. A abertura, com a faixa “Hellbent”, revela melodias densas e harmonias doces, destacando a potência e exuberância vocal de Scott.
Em contraste, “Sweet Nausea” transmite emoções intensas em menos de dois minutos, transformando desconforto em desejo. Já “Rhythm”, com a participação de Johnny Yukon, revela uma sutileza subversiva, afastando-se do pop maximalista dominante e explorando conflitos internos.
O toque de Lido é perceptível em cada faixa, com camadas harmônicas e ritmos impactantes que evocam suas colaborações anteriores. O ponto alto emocional surge em “Cut Me Loose”, balada minimalista que traduz a lenta dissolução de um relacionamento com uma devastação silenciosa e versos carregados de peso emocional.
A suavidade R&B de “Cherry”, a introspecção autobiográfica de “Best Kind” e a elegância hipnótica de “Bound” evidenciam a diversidade do álbum, enquanto “Gracie”, referência ao nome do meio da cantora, fecha o disco com autorreflexão profunda.
O que distingue “F.I.G” é sua sutileza: Scott opta por nuances delicadas, provando que impacto não se mede apenas pelo volume. Mais do que seguir tendências, ela constrói uma narrativa pessoal e universal, tornando-se uma versão plena de si mesma e entregando um álbum intimista e cativante.
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