FLO estreia no Afropunk Brasil e marca presença histórica no festival
A chegada do trio britânico FLO ao Afropunk Brasil representa um novo momento na relação do grupo com o público brasileiro. Conhecido por resgatar referências do R&B dos anos 90 e 2000 e apresentar uma sonoridade que combina nostalgia e contemporaneidade, o trio faz sua primeira participação no festival em solo brasileiro, aproximando ainda mais sua música dos fãs do país.

FLO. Foto: Divulgação
Formado por Stella Quaresma, Jorja Douglas e Renée Downer, o FLO sobe ao palco no sábado, (7) de novembro, dividindo a programação com a cantora britânica Jorja Smith. O festival acontece no Parque de Exposições de Salvador, na Bahia, nos dias 7 e 8 de novembro.
A confirmação da apresentação representa a realização de um desejo antigo das integrantes. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Stella comentou sobre a expectativa de finalmente chegar ao país e relembrou que o grupo já se perguntava, há algum tempo, quando conseguiria realizar um show no Brasil.
A força do R&B e a identidade do FLO
Desde sua estreia, em 2022, com o single Cardboard Box, o FLO vem conquistando espaço na indústria musical internacional. O trio aposta em harmonias vocais marcantes, referências ao R&B clássico e uma estética que dialoga com a tradição dos girl groups, mas apresenta uma identidade própria para a nova geração.
Entre os destaques da trajetória estão o reconhecimento no BBC Sound of 2023 e o prêmio Rising Star no BRIT Awards.
A passagem pelo Brasil também acontece em um momento importante da carreira. Em agosto de 2026, o grupo lançou seu segundo álbum de estúdio, Therapy at the Club, trabalho que mistura R&B e pop e aborda temas como relacionamentos, desilusões e autoconfiança.
Outro destaque é “Leak It”, faixa que conquistou rapidamente reconhecimento no mercado brasileiro e ampliou a conexão do trio com os fãs brasileiros.
Representatividade no palco do Afropunk
Além da expectativa pela estreia, a participação do FLO também ganha importância pelo contexto do festival. A edição de 2026 reúne artistas negras de diferentes gerações e vertentes musicais, criando um espaço de encontro entre a música brasileira e a produção internacional.
Em entrevista, Renée destacou a satisfação de integrar uma programação em que as principais atrações são mulheres negras. Para a integrante, dividir esse espaço com artistas como Jorja Smith, Kehlani e Kelela é uma experiência significativa para o grupo.
Com a estreia no país, o FLO chega ao Afropunk em um momento de expansão internacional, levando ao público uma sonoridade que conecta diferentes gerações do R&B. A apresentação também marca o encontro entre um trio que conquistou fãs à distância e uma audiência brasileira que aguardava a oportunidade de acompanhar suas performances ao vivo.
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