Nathy Peluso mergulha na salsa com o EP “Malportada”
Nathy Peluso lançou, na última sexta-feira (17), seu aguardado EP de salsa “Malportada”, disponível em todas as plataformas digitais. Em entrevista ao Filo News, a artista compartilhou detalhes sobre o processo criativo.

Nathy Peluso em foto promocional para o EP “Malportada”. Imagem: Divulgação.
Realizar um trabalho inteiramente dedicado à salsa era um sonho antigo da cantora. Composto integralmente em Porto Rico, o EP marca uma fase de reencontro artístico e emocional. “Minha mãe tem uma memória muito melhor do que a minha”, ri Nathy, de sua casa em Barcelona. “Ela disse que eu faria meu nome trabalhando em um álbum de salsa e fazendo com que todos ouvissem. Acho que esse sempre foi um dos meus objetivos, e meus fãs entenderam isso desde o início.”
Apaixonada pelo gênero, a artista revelou sua conexão profunda com o ritmo: “Ouço salsa todos os dias da minha vida”, entusiasma-se. “É como beber água, porque desencadeia uma reação química no meu cérebro. A salsa me transporta para um lugar espiritual, como um mantra. Como música, é um prazer poder amplificá-la e também reinventá-la em diferentes contextos.”
O primeiro single do EP é a faixa-título, um dueto com Beto Montenegro, vocalista da banda venezuelana Rawayana. Já “Ángel” presta homenagem à era de ouro da salsa romântica dos anos 1980, liderada por nomes como Frankie Ruiz e Gilberto Santa Rosa.
“Malportada” nasceu em meio à natureza de Porto Rico, onde Nathy alugou uma casa em Naguabo para desenvolver as primeiras composições ao lado de colaboradores como Manu Lara, Servando Primera e Benjamín Alerhand. Em seguida, a equipe seguiu para San Juan para a pré-produção. “Gravamos vocais de referência com um microfone barato”, relembra. “Algumas dessas tomadas iniciais entraram na mixagem final porque tinham uma magia indelével. Eu estava saindo de um relacionamento tóxico, e aquele mês em Porto Rico foi como estar em um filme. Essa experiência ficará comigo para sempre.”
“Visualmente, vejo este EP como um álbum de hip-hop”, explica Nathy. “A salsa é crua e apaixonante. É a música do indomável e do indestrutível.” Após uma breve pausa, ela conclui com um sorriso: “Este EP representa como eu defendo meu lugar nesta indústria como artista e como mulher. Quebrando todas as regras e agindo da maneira que eu achava que era certo. Ser rebelde sempre foi minha vocação.”
Com “Malportada“, Nathy Peluso reafirma seu poder criativo e sua liberdade artística, consolidando-se como uma das vozes mais autênticas e ousadas da música latina contemporânea.
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