Ryan Castro estampa a capa da edição de julho da Vogue Hombre e relembra sua trajetória artística

sexta-feira, 26 de junho de 2026
por Alice Arruda

Ryan Castro estampa a capa da edição de julho da Vogue Hombre e relembra a trajetória que o transformou em um dos principais nomes da música latina. Em entrevista, o cantor revisita diferentes fases de sua carreira, desde os dias em que se apresentava em ônibus na Colômbia até o período em que viveu em Curaçao, experiência que ampliou sua visão artística e pessoal.

Ryan Castro na capa da edição de julho da Vogue Hombre. Foto: Diego Armando Mendoza.

Ryan Castro na capa da edição de julho da Vogue Hombre. Foto: Diego Armando Mendoza.

“Todos os meus amigos eram holandeses, jamaicanos e caribenhos, de Aruba, Curaçao e Bonaire”, conta sobre sua época na ilha. “Todos os dias eu conversava com rastafáris, todos os dias eu ouvia reggae, todos os dias eu estava imerso nessa cultura. Também aprendi outras coisas, como kizomba e música afro-caribenha; ouvi muitas coisas diferentes que continuaram a enriquecer minha bagagem cultural.”

Lançado em 2024, seu álbum de estreia, “El Cantante Del Ghetto”, acumula mais de 30 milhões de reproduções nas plataformas de streaming e marcou o primeiro grande capítulo de sua ascensão na indústria musical.

“A música traz tantas bênçãos todos os dias que fico constantemente impressionado com tudo o que me acontece”, confessa honestamente. “Graças a Deus tenho os pés no chão e nada se torna apenas cenário para mim.”

Além do talento e do carisma, Ryan Castro afirma que faz questão de preservar sua identidade artística, mesmo diante das exigências do mercado.

“Tento fazer com que tudo o que eu faça seja genuíno e original”, diz.

Segundo o artista, permanecer fiel às próprias convicções é essencial para construir uma conexão verdadeira com o público.

“Há muitos artistas que simplesmente seguem tendências, e isso os impede de se conectar com seu público porque não são originais.”

Essa autenticidade também orientou a criação de “Sendé” e “Hopi Sendé“, projetos que retratam uma fase marcante de sua vida e traduzem, em música, a influência da cultura caribenha em sua formação.

“Decidi que precisava contar às pessoas toda a minha história, que eu também sou de uma ilha. Não sou apenas de Medellín.”

Com uma fusão de reggaeton, música urbana e dancehall, os projetos renderam diversos sucessos, entre eles “La Villa”, parceria com Kapo que viralizou em vários países da América Latina.

“Perguntei-me como queria contar essa história e decidi que precisava contá-la com uma perspectiva cultural”, diz ele. “Decidi fazer esse álbum e, em torno dele, contei a história: como eu trabalhava, por que fui morar lá, por que cresci na ilha, como fui criado, o que eu fazia. Eles entendem agora que eu não faço essa música apenas porque gosto, mas porque a vivi.”

Outro marco recente de sua carreira é “Omerta”, álbum colaborativo com J Balvin lançado em maio deste ano.

“Um álbum com alguém que admirei a vida toda, que agora é meu irmão e meu amigo”.

Ryan afirma que a amizade entre os dois tornou o projeto ainda mais especial.

“O que fiz com J Balvin foi um ato de amor. Criamos um conceito, escolhemos o figurino, demos elegância, um design e um som.”

Em setembro, o cantor inicia a turnê “Sendé The Last Dance”, série de shows pelos Estados Unidos que encerrará a era Sendé e abrirá caminho para seu próximo projeto.

“Com certeza vou chorar muito nesses dias”, brinca ele sobre a despedida dessa fase.

Ao falar sobre o futuro, Ryan Castro deixa claro que pretende aprofundar ainda mais suas raízes musicais.

“Quero continuar trazendo de volta a cultura com a qual cresci. Quero apresentar às pessoas um som mais reggae, mais rap, reggaeton old-school. Também quero continuar mostrando um pouco de dancehall, merengue e coisas tradicionais da minha terra natal, como o que faço em dezembro.”

 

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