Björk retira catálogo das plataformas em Israel em protesto ao genocídio na Palestina
Neste domingo (21), Björk deu um passo decisivo em sua militância política ao retirar oficialmente todo o seu catálogo musical das plataformas digitais em Israel. A medida é um gesto contundente contra o genocídio do povo palestino e integra a campanha global “No Music For Genocide“, que pede a artistas e gravadoras o bloqueio de acesso a usuários israelenses como forma de protesto.

Björk em foto promocional do álbum “Post”. Imagem: Divulgação.
A decisão não é isolada. Em novembro de 2023, a cantora islandesa já havia manifestado seu apoio à Palestina, utilizando suas redes sociais para acusar Israel de genocídio e denunciar a colonização e a expropriação de terras, chegando a compartilhar imagens do mapa palestino como símbolo de resistência. Aos 59 anos, Björk mantém-se fiel à sua trajetória de engajamento, marcada pela defesa de causas ambientais, sociais e culturais.
Embora suas músicas permaneçam acessíveis em plataformas como Bandcamp e YouTube, a exclusão de seu catálogo nas principais plataformas de streaming em Israel ecoa a estratégia de pressionar instituições e governos através da arte. Como destacam os organizadores da campanha: “Embora a cultura não possa impedir bombas, ela pode mudar a opinião pública e ajudar a resistir à normalização de Estados que cometem crimes contra a humanidade.”
Nos últimos dias, o movimento ganhou ainda mais força com a adesão de artistas e bandas de peso, como BadBadNotGood, Young Fathers e, de forma emblemática, o grupo britânico Massive Attack, conhecido por seu histórico de posicionamento político. Até o momento, mais de 400 artistas e gravadoras já se uniram ao boicote, mas o alcance permanece limitado, uma vez que grandes conglomerados como Sony, Warner e Universal não aderiram. A pressão sobre essas corporações, contudo, aumenta: “Quanto mais de nós houver, mais fortes seremos. Este é apenas o primeiro passo”, afirmam os organizadores.
A iniciativa lembra o boicote cultural imposto à Rússia após a invasão da Ucrânia, sinalizando um movimento crescente de artistas que utilizam sua influência global para confrontar regimes e políticas que violam os direitos humanos. Com vozes como a de Björk e do Massive Attack na linha de frente, o protesto ganha contornos ainda mais potentes e se consolida como um marco de resistência cultural frente às atrocidades em curso.
O último álbum de inéditas lançado por Björk foi “Fossora“, em 2022
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