Jessie Ware celebra a energia da pista de dança no novo álbum “Superbloom”

sexta-feira, 17 de abril de 2026
por Alice Arruda

Jessie Ware lançou nesta sexta-feira (17) seu sexto álbum de estúdio, “Superbloom”. O projeto reúne 13 faixas e tem 43 minutos de duração, consolidando uma fase em que a artista se aprofunda no disco-pop, com forte apelo às pistas de dança e referências à música dos anos 1970.

Jessie Ware para os visuais de "Superbloom". Imagem: Reprodução/YouTube.

Jessie Ware para os visuais de “Superbloom”. Imagem: Reprodução/YouTube.

O álbum conta com produção de nomes consagrados da indústria, como Stuart Price, John Shave e TommyD, responsáveis por trabalhos com artistas como Madonna, Dua Lipa, Charli XCX, Britney Spears, Beyoncé, Kylie Minogue e Adele. O resultado é um disco vibrante, que transita entre diferentes nuances do pop dançante sem comprometer sua coesão estética.

Dando o tom do projeto, a faixa-título “Superbloom” funciona como síntese conceitual do álbum, combinando elementos de funk e pop em uma atmosfera sensorial e nostálgica. Em seguida, “Sauna” se destaca pela carga sedutora e pelo lirismo provocativo, reforçando o caráter hedonista do disco.

“Ride”, segundo single do projeto, se destaca entre os momentos mais fortes do álbum ao unir referências de faroeste com a sonoridade disco. A faixa ainda resgata o tema icônico de Ennio Morricone em The Good, the Bad and the Ugly, incorporando uma interpolação desse tema em uma construção moderna, de refrão amplo e sofisticado.

Na sequência, “Don’t You Know Who I Am?” aposta em uma sonoridade romântica e envolvente, evocando a energia de nomes como Donna Summer e Gloria Gaynor, enquanto “16 Summers” apresenta um momento mais contemplativo, com estrutura minimalista ao piano, no qual a cantora reflete sobre o crescimento de seus filhos.

Encerrando o álbum, “Mon Amour” traz uma abordagem mais íntima e sugestiva, reforçando o clima do projeto ao explorar desejos e sensações de forma direta e sutil.

Ao longo de “Superbloom”, Jessie Ware reafirma sua capacidade de trazer referências do passado para uma leitura contemporânea. O resultado é um trabalho que não apenas revisita a estética disco, mas a reinterpreta com maturidade artística, consolidando a cantora como uma das vozes mais consistentes do pop atual.

 

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