Setembro no Repeat: os lançamentos favoritos da equipe do Poptivo
Construída a partir do gosto pessoal de redatores e criadores de conteúdo do Poptivo, esta lista reúne lançamentos de diferentes gêneros que conquistaram a equipe ao longo de setembro.

Feid, Maluma, Shakira, Beyoncé, Miley, Tove Lo, Carly Rae Jepsen e ADÉLA. Fotos: Reprodução/Divulgação
Feid — El Green Print: La Saga (Disc 2) — El Club De Las 19 Flores
Em “El Club De Las 19 Flores”, Feid resgata uma fase marcante de sua trajetória com uma abordagem mais madura. O trabalho corresponde ao segundo ato de El Green Print, saga que terá quatro EPs. O colombiano retoma o reggaeton melódico associado a “19”, seu segundo álbum de estúdio, e amplia essa sonoridade ao reunir diferentes gerações da música urbana. Entre os convidados estão Yandel, Divino e Baby Ranks, que dividem espaço com nomes como Vicente Garcia, Bad Gyal, El Americano 4KT e Pirlo.
Wisin — La Universidad Del Perreo
Como uma celebração das raízes do reggaeton, Wisin resgata em “La Universidad Del Perreo” diferentes fases do gênero, revisitando a história da música urbana de Porto Rico a partir de uma abordagem contemporânea. A energia das pistas, o dembow e as influências jamaicanas e do dancehall ganham espaço ao longo do projeto. Entre as 12 faixas, nomes importantes para a trajetória do reggaeton, como Ivy Queen, Don Chezina, Jory Boy, Jowell & Randy, Trébol Clan, Franco El Gorilla e Juanka El Problematik, dividem espaço com uma nova geração, representada por El Bogueto e Kapo, este último apresentado como o primeiro “graduado” da universidade musical.
Lenny Tavárez — “Imposible”
A impossibilidade de viver um relacionamento abertamente conduz a narrativa de “Imposible”, faixa do EP “8”, em que cada canção representa uma faceta do amor. Na faixa, Lenny Tavárez retrata o envolvimento com uma mulher que mantém um relacionamento com outra pessoa, fazendo com que os dois vivam essa conexão em segredo. Ao mesmo tempo, a canção destaca como essa relação faz o eu lírico se sentir “invencível” ao lado da parceira, em contraste com a consciência de que se trata de “um amor impossível”. Entre desejo e frustração, o cantor explora a intensidade de uma relação que existe, mas não pode ser assumida.
Rebecca Black — Age Of Exhibitionist
Desejo, sensualidade e exposição pública marcam o segundo álbum de estúdio de Rebecca Black. A artista transforma o dance-pop, o electropop e o hyperpop em uma espécie de fantasia voyeurística, na qual vulnerabilidade e controle da própria imagem coexistem. Ao explorar a sexualidade de maneira cada vez mais aberta, a cantora também reflete sobre a experiência de crescer sob os olhos do público e sobre a forma como sua imagem é percebida e consumida.
AKRIILA — lucy miró al mundo y notó que está girando
Entre guitarras e texturas eletrônicas, AKRIILA constrói um segundo álbum que se recusa a permanecer dentro de um único gênero. Alt-pop, indietronica, indie rock e trip-hop se misturam a elementos de digirock e electropop ao longo das 14 faixas. Essa diversidade sonora acompanha as diferentes emoções exploradas no projeto, que transita entre desesperança e otimismo.
Kim Petras — Detour (Rare N’ Deluxe)
Infância, traumas, fama e relacionamentos estão entre os temas explorados por Kim Petras em “Detour”, que ganha cinco novas faixas em sua versão deluxe, “Rare N’ Deluxe”. A artista combina pop, electropop, dance-pop, synth-pop e EDM com elementos de hyperpop para abordar também sexualidade, pressão da indústria e autoconfiança.
Beyoncé — B’DAY (20th ANNIVERSARY DELUXE EDITION)
Duas décadas após o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, Beyoncé revisita uma era marcante de sua carreira em uma edição comemorativa que expande o repertório original. A versão digital reúne 31 canções, recupera faixas bônus de diferentes edições e inclui músicas de outras fases de sua trajetória, remixes e participações de Selena Quintanilla e Maluma. A relação de Beyoncé com a música latina, porém, não é novidade: a edição deluxe de “B’DAY”, lançada em 2007, também trouxe músicas em espanhol e colaborações com artistas latinos, como Shakira, Alejandro Fernández, Visitante e Rudy Pérez.
Liana Flores — And so it goes…
A passagem do tempo e o amadurecimento dão o tom ao novo EP de Liana Flores. A cantora e compositora britânico-brasileira combina bossa-nova, MPB, indie folk e jazz-pop para explorar solidão, transição para a vida adulta, despedidas e incertezas, enquanto a delicadeza da sonoridade contrasta com a carga emocional presente nas canções.
ADÉLA — “Nicole Kidman”
Em “Nicole Kidman”, ADÉLA usa o nome da atriz como metáfora para o auge da fama, do luxo e do glamour. A faixa explora esse universo a partir da preparação para uma noite de gala, reunindo referências a grifes, alta-costura e ao cinema.
Miley — Bass Persuades
Uma nova fase artística marca o 10º álbum da carreira de Miley, que retirou o sobrenome Cyrus do nome artístico, rompeu com a Columbia Records e assinou com a Atlantic Records. Entre pop, dance-pop, synth-pop, electroclash e rock psicodélico, o disco encontra no amor um de seus principais eixos, especialmente nas faixas relacionadas ao relacionamento com Maxx Morando. Também são abordados nas letras temas como família, vulnerabilidade e os efeitos da exposição pública.
Troye Sivan — “Party”
Mais do que uma simples celebração, a ideia de festa ganha um significado mais amplo no segundo single do quarto álbum de Troye Sivan. Sobre uma produção eletrônica que incorpora um sample de “Music”, de Madonna, a faixa transforma a pista de dança em espaço de liberdade, pertencimento e expressão para a comunidade queer. O conceito da canção parte das memórias do cantor nas noites de Melbourne, onde a celebração coletiva se torna um ato de afirmação e autenticidade.
La Cruz — “Sírveme” (feat. Gloria Groove)
Lançada como single neste mês, “Sírveme” integra o EP “EL NENE, VOL 2”, lançado em junho. A mistura entre espanhol e português dá à faixa uma atmosfera multicultural e sensual, enquanto o reggaeton, o pop latino e os elementos eletrônicos constroem uma narrativa de atração, contato físico e desejo. A interpretação de La Cruz e Gloria Groove reforça o caráter provocativo da canção.
ADÉLA — Prima
Vulnerabilidade e atitude dão o tom do álbum de estreia de ADÉLA, que transita entre o pop, o dance-pop, o electro-pop e o R&B. Por trás da persona confiante e provocadora, a cantora expõe suas inseguranças e os custos pessoais da busca pelo estrelato. Ao longo das faixas, temas como autonomia, amor e sexualidade dividem espaço com reflexões sobre imigração e suas origens eslovacas.
aespa — SYNK : COMPLaeXITY – 2026 Special Digital Single
No novo EP do aespa, cada uma das quatro integrantes assume o protagonismo em uma faixa solo. Combinando pop, R&B, synth-pop, glitch e baladas, o grupo usa essa pluralidade sonora para explorar contrastes emocionais que vão do desejo e da vulnerabilidade ao desapego e à saudade.
Bea Miller — Mr. Peaked In High School
Ao encarar o medo de já ter vivido o auge da fama na adolescência, Bea Miller aborda em seu terceiro álbum as incertezas da vida adulta por meio de temas como solidão, esgotamento e desilusões amorosas. O repertório combina pop alternativo, indie rock, R&B e synth-pop, enquanto a cantora reflete com maturidade e ironia sobre a realidade do sucesso precoce.
Josh Levi — “Say It Remix” (feat. Brandy)
Honestidade emocional e reciprocidade dão o tom do remix de “Say It”, que integra Hydraulic: Fueled Up, versão deluxe do álbum de estreia de Josh Levi. Sobre uma base de R&B contemporâneo e soul, Levi e Brandy defendem que sentimentos e intenções sejam demonstrados com clareza, sinceridade e atitudes.
ADÉLA — “Starving Artist”
O clichê do artista em dificuldades financeiras ganha um contorno sensual em “Starving Artist”. Numa mistura de pop e trap-pop, ADÉLA transforma a escassez em um jogo provocativo sobre desejo e intimidade, usando o duplo sentido de “alimentar” para sugerir que afeto e prazer satisfazem carências tanto emocionais quanto financeiras.
Miley — “Snow”
A vulnerabilidade e a efemeridade de um relacionamento dão o tom de “Snow”, uma das baladas de Bass Persuades. Numa fusão de indie pop e pop alternativo, a faixa associa a queda da neve à fragilidade desse vínculo. A repetição do verso “Juntos, nós nos entregamos enquanto a neve cai” evidencia esse contraste: uma entrega total ao amor, acompanhada da plena consciência de sua brevidade.
Slayyyter — “Crank 2”
Uma traição se transforma em combustível para a autoconfiança na continuação de “Crank”. Sem espaço para o lamento, Slayyyter responde ao ex ao destacar o próprio crescimento, sucesso e independência. A produção combina jersey club e dance-pop com graves marcantes e uma atmosfera sombria, sustentando o tom desafiador da faixa.
Jão — “Aurora”
Lançada como o segundo single de “Memórias Póstumas” em setembro, “Aurora” aborda a reconstrução emocional após o luto. Numa fusão entre pop brasileiro e MPB contemporânea, a faixa reforça que as dores do passado moldam quem somos, lembrando que só é possível encontrar a luz após atravessar a escuridão.
Shay Lia — “So Good” (feat. KAYTRANADA)
Deixar as preocupações de lado e simplesmente viver o momento é o ponto de partida de “So Good”. Neste single, Shay Lia e KAYTRANADA combinam house, R&B contemporâneo, soul e elementos de funk em uma faixa que encontra na pista de dança um espaço de liberdade e conexão. A canção parte de uma ideia simples: nem tudo está sob nosso controle, e algumas experiências pedem apenas que nos deixemos levar.
LISA — “SaWaDiKa”
Em “SaWaDiKa”, LISA destaca suas raízes tailandesas ao transformar uma saudação usada por mulheres em símbolo de pertencimento e orgulho. Entre o hip-hop e o trap, a faixa aborda autoconfiança e ostentação. O videoclipe, gravado em Bangkok, reforça a conexão da artista com sua terra natal.
Beabadoobee — “Nothing To Prove” (feat. Hayley Williams)
Recusar a busca por validação de outras pessoas dá o tom de “Nothing To Prove”, faixa de Beabadoobee com participação de Hayley Williams que integra o álbum Pylon. As artistas cantam sobre relações marcadas por inveja e interesse, nas quais outras pessoas tentam se beneficiar do sucesso alheio. Transitando entre o indie e o rock alternativo, a produção incorpora elementos pop e referências da sonoridade dos anos 1990 e 2000.
Joyce Alane — Me Dá Uma Luz
Uma dinâmica criada durante a turnê “Um Dia Eu Te Encontro” deu origem a este EP de Joyce Alane. A cantora recolhia palavras escritas pelo público e tinha cerca de uma hora para transformá-las em uma música, apresentada posteriormente no próprio show. No projeto, a artista combina MPB, pop brasileiro, brega e soul com elementos de samba e da música nordestina.
Maluma — “Agua” (feat. Shakira)
Desejo e sedução dão o tom da primeira colaboração entre Maluma e Shakira em oito anos. Ao som de uma mistura de merengue e pop latino, os colombianos cantam sobre a atração mútua entre duas pessoas. Água e fogo aparecem como metáforas para diferentes aspectos desse desejo: enquanto a água representa a sede e a vontade de saciá-la, o fogo simboliza a intensidade da paixão entre os dois.
Tove Lo — Estrus
Instinto e racionalidade entram em conflito no sexto álbum de estúdio de Tove Lo, cujo título faz referência ao período de receptividade sexual de determinados mamíferos. A cantora transforma essa ideia em metáfora para um momento em que mente e corpo desejam coisas diferentes, enquanto prazer e desconforto caminham lado a lado. Desejo, sexualidade, vulnerabilidade e envelhecimento aparecem em faixas que misturam electropop, dance-pop e house com elementos de disco.
Miley — “Bass Persuades”
Entregar-se à música, à dança e ao presente conduz “Bass Persuades”, faixa-título e primeiro single do 10º álbum de Miley. A canção parte de uma crítica à desconexão provocada pelas telas para defender uma experiência mais física e coletiva. A estrutura pop dançante ganha guitarras, referências ao post-punk e à new wave e uma produção eletrônica voltada para a pista.
After — Fell Asleep in the Sun
O álbum de estreia do duo After apresenta uma jornada conceitual e pessoal sobre a impermanência, a nostalgia do que se foi e o desejo de construir um futuro autêntico. Para conduzir essa narrativa, o trip-hop e o pop alternativo formam a base de uma produção enriquecida por elementos de shoegaze, ambient e referências de R&B dos anos 2000.
Natanya — Attitude Era!
Confiança, desejo e ambição artística marcam a mixtape de Natanya, que assume uma postura mais brincalhona ao falar sobre amor, reconhecimento e a própria carreira. Musicalmente, o trabalho combina R&B contemporâneo e indie pop a elementos de new jack swing e trip-hop, em uma produção enriquecida por referências dos anos 2000 e influências de nomes como Aaliyah, Destiny’s Child, Timbaland e Janet Jackson.
Beyoncé — “Cuerpo (Tumbao)” (feat. Maluma)
Esta nova versão de “Get Me Bodied” traz versos em espanhol e inglês para a edição comemorativa de 20 anos de “B’Day”. Com participação de Maluma, a faixa combina salsa e pop latino ao incorporar um sample de “La Negra Tiene Tumbao”, de Celia Cruz. O “tumbao”, termo associado ao ritmo da música afro-cubana, também representa atitude, autenticidade e charme, elementos que a letra conecta à dança, à autoconfiança e à celebração.
ISMA — “Chanel”
Em “Chanel”, ISMA celebra a identidade travesti, a feminilidade e a autoestima ao transformar a própria imagem em um símbolo de liberdade. A referência à grife representa status e reinvenção pessoal, enquanto o corte de cabelo reflete a autonomia sobre o próprio corpo e estilo. Na produção, o vogue beat da cultura ballroom encontra a guaracha de origem cubana.
Tove Lo — “F.A.M.T”
Sexo, álcool e distração funcionam como formas de fuga em “F.A.M.T.”, uma das faixas mais explícitas de Estrus. Aqui, Tove Lo transforma a autossabotagem em ponto de partida para retratar a fuga da dor e a dificuldade de lidar com o que sente. A produção eletrônica, sombria e pulsante, contrapõe a vulnerabilidade da letra.
Bia Soull, Vita, Adame DJ, DJ CARLOZS, DJ LUKINHAS — “Machine”
Em “Machine”, Bia Soull e Vita usam uma linguagem direta, explícita e provocativa para explorar prazer, fetichismo e liberdade sexual. Na produção, a faixa funde funk e club pop brasileiro.
FLO — Therapy At The Club: Club Therapy with Honey Dijon
Com a assinatura de Honey Dijon, “Therapy At The Club” expande seus limites. A DJ e produtora recria oito das 16 faixas do segundo álbum do FLO, preservando os vocais do trio em uma sonoridade voltada para o house e a pista.
Beabadoobee — Pylon
As incertezas do início da vida adulta marcam o quarto álbum de Beabadoobee, que mergulha em conflitos, ressentimentos, raiva e paixão. A torre de alta tensão que dá título ao disco simboliza a solidão da artista na estrada e o vínculo invisível mantido com a família à distância. O som funde rock alternativo dos anos 1990, Midwest emo e indie sob guitarras distorcidas e riffs pesados.
Pitty — “Sobremesa”
O desejo por experiências intensas assume contornos culinários no primeiro single do sexto álbum de Pitty. Ao rejeitar o “almoço” para ir direto à “Sobremesa”, a cantora recusa etapas intermediárias e relações mornas, buscando aquilo que realmente desperta desejo e prazer. Musicalmente, a faixa entrega um rock pesado de riffs marcantes.
Taylor Swift — The Life Of A Showgirl: The Encore
A edição deluxe de “The Life of a Showgirl” expande o álbum original com quatro faixas inéditas, mantendo a parceria com Max Martin e Shellback. Escritas na Suécia, as músicas exploram manipulação, arrependimentos e vulnerabilidade afetiva. A produção preserva a essência pop do disco, impulsionada por synth-pop, pop rock e nuances acústicas.
Carly Rae Jepsen — Day And Night
Duas atmosferas distintas estruturam “Day And Night”, oitavo álbum de Carly Rae Jepsen. O lado “dia” adota uma sonoridade orgânica e contemplativa focada em intimidade, maternidade e compromisso. A metade “noite” resgata a veia efervescente da cantora sob synth-pop, dance-pop e disco em hinos de desejo, liberdade e escapismo.
Diante da enxurrada de lançamentos que disputam atenção a todo instante, a seleção de setembro reúne os projetos que dominaram os fones da equipe do Poptivo. Superar o consumo descartável e conquistar espaço permanente nas playlists define o verdadeiro favorito.
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Tá na boca do povo:



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