Capa da V Magazine, Melanie Martinez antecipa novo álbum
Neste sábado (15), a V Magazine teve a honra de contar com uma das maiores faces da música alternativa das últimas décadas como capa de sua edição digital de agosto. Melanie Martinez, nossa eterna Cry Baby, refletiu sobre seu projeto mais recente, “HADES”, e já começou a soltar pistas sobre seu trabalho seguinte, até o momento intitulado “ELYSIUM”.

Melanie Martinez na capa da edição digital da V Magazine. Imagem: Divulgação
Em “HADES”, inspirado nas imagens que construímos ao imaginar o inferno, Melanie trouxe uma maior aproximação entre o público e o mundo que embala o álbum. Se antes, na trinca “Cry Baby”(2014), “k-12”(2019) e “Portals”(2023), a cantora mantinha o eixo narrativo de sua obra em um mundo fechado, difícil de acessar somente através das músicas, em “HADES”, a artista se inspirou nos horrores da vida real para tecer o panorama “infernal” que o álbum traz. No entanto, a dona do hit “Dollhouse” parece estar desapegando desse peso trazido por seu último álbum ao seguir para “ELYSIUM”, que serve como um duplo de seu álbum mais recente (entrando numa trend muito em alta de álbuns duplos, adotada por nomes como Anitta, Slayyyter e Carly Rae Jepsen), e rompe com os temas obscuros de “HADES”:
O tom da minha voz e a sonoridade são diferentes. É como uma lufada de ar fresco, como estar na natureza, com os vidros do carro abaixados e o sol a espreitar por entre as frestas. É algo que nunca escrevi antes. É lindo e, de certa forma, tão puro. Ao mesmo tempo, toca num instinto profundo da alma.
As pessoas estão acostumadas a me ouvir falar sobre assuntos pesados. Eu pensava: “Será que vou me manter inspirada com este álbum para continuar escrevendo e descobrindo como ele funciona?”. Ainda estou descobrindo.
Melanie Martinez sobre seu próximo álbum ELYSIUM

Melanie Martinez no ensaio de fotos para a V Magazine. Imagem: Divulgação.
Além de comentar sobre a dupla de novos álbuns que marcam uma nova etapa em sua carreira, Melanie também refletiu sobre como se enxerga enquanto uma artista tão relevante para a cultura atual e como lida com a visão do público sobre ela:
Os pintores geralmente têm a oportunidade de criar arte e as pessoas olham para ela, e esse é o foco principal.
Mas, com a música como meio de expressão, você acaba sendo o foco, e não a música. Uma das dificuldades de estar no mundo da música é que me sinto mais como um artista do que como uma celebridade.
Melanie Martinez é muito conhecida pelo capricho em construir experiências imersivas em suas eras através do audiovisual, álbuns visuais, filmes, clipes bem produzidos. Sobre seu apreço por visuais escalafobéticos, a cantora disse:
V Magazine: A Síndrome de Stendhal descreve pessoas que iam a Florença e viam obras de arte que conheciam através da iconografia ao longo de suas vidas, e ficavam tão impressionadas com a beleza que desmaiavam. Que obra de arte — uma pintura, um filme, uma música, qualquer coisa — lhe causaria a reação mais forte, quase física?
Mel: Se eu estivesse em cima do cenário prático totalmente construído de Edward Mãos de Tesoura ou do Grinch … uau. Eu ainda não entendo como tudo aquilo foi feito na prática. É a coisa mais inspiradora para mim. Penso nisso o tempo todo. Tipo, “Que se dane os efeitos especiais. Será que a gente consegue construir isso?”
Enquanto a era “ELYSIUM” não começa, fica aqui nosso “empurrãozinho” para você revisitar o “HADES” mais uma vez:
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Tá na boca do povo:



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